A doutora em Ecologia Carolina Joana da Silva fez um alerta durante o HNT TV Entrevista sobre um estudo da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) que classifica o Rio Cuiabá como área incompatível para a instalação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
A pesquisadora, que participou da elaboração do levantamento, explicou que o rio entrou na chamada “zona vermelha”, o que indica proibição para novos empreendimentos desse tipo. Outras regiões de Mato Grosso, porém, seguem liberadas.
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É zona vermelha porque é um rio muito sensível
“O Brasil tem que saber o que quer. No Rio Cuiabá não pode ter mais. É zona vermelha porque é um rio muito sensível”, afirmou Carolina.
Camila Ribeiro/HNT
A dra. Carolina Joana é professora adjunta da Unemat e já dedicou mais de 50 anos à pesquisa do Pantanal.
Segundo dados da ANA, a bacia do Rio Cuiabá possui 25 empreendimentos hidrelétricos catalogados, sendo que que nove estão em operação, um teve a construção não iniciada, oito estão previstas e há sete eixos disponíveis para receber PCHs.
Carolina Joana, no entanto, é contrária à expansão desses projetos na bacia. Ela citou como exemplo os impactos causados pela Usina Hidrelétrica de Manso, localizada em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá). De acordo com a pesquisadora, 40% dos distúrbios identificados no rio têm relação direta com o empreendimento.
“Não dá para ter mais, porque é o rio mais piscoso da bacia, o que mais produz peixe”, explicou.
O estudo sobre as Pequenas Centrais Hidrelétricas em Mato Grosso foi encomendado pelo governo federal e entregue pelos pesquisadores em 2018 à ANA.
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