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Cidades Quarta-feira, 19 de Novembro de 2025, 18:07 - A | A

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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2025, 18h:07 - A | A

NAS PRINCIPAIS GALERIAS

HNT TV: 'Cria do CPA', Babu fez nome como grafeiteiro e colhe fama nacional

Na semana em que é comemorado o Dia da Consciência Negra, o podcast apresenta a história inspirada deste artista visual de Cuiabá que fez do spray sua ferramenta para conquistar sonhos

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O artista visual Babu Seteoito disse ao HNT TV Entrevista que experimenta o melhor momento de sua carreira. Mas para chegar ao topo dessa montanha, o cuiabano tem uma história de resistência, superando a pobreza para viver da arte.

São 25 anos dedicados ao aperfeiçoamento do seu dom: o grafite. Os traços que esbravejam protestos influenciados pela cultura punk ou quase recitam poesias ao retratar as belezas de Mato Grosso, lhe renderam reconhecimento nacional. E o que era um sonho distante para o menino 'cria do CPA' - bairro tradicional da capital mato-grossense - se tornou realidade. As telas de Babu estão expostas em galerias de São Paulo e de outras cidades do país.

A arte vibrante de Babu também inspira quem passa pela Avenida do CPA, no coração de Cuiabá. Ele assina os painéis do Cuiabá Gold Hotel Spa. De fora a fora, os muros do edifício se tornaram galerias à céu aberto, enchendo os olhos dos motoristas e pedestres. Depois que Babu passou por ali, o hotel se tornou uma referência de arte, hospedando uma edição da CasaCor, em 2023, abrindo as portas para outros eventos. O conceito agora é um hotel boutique, dando enfâse a arte em suas dependências. 

Eu sou um grafiteiro. A minha identidade está muito na rua

Mas Babu não se envaidece, caminhando com os pés no chão, com quem teve sua escola nas ruas onde ele afirma estar a sua identidade como artista.

"Eu sou um grafiteiro, eu gosto do termo grafiteiro. A minha identidade está muito na rua do que contida em qualquer outros suportes", falou. 

E é com a sinceridade e leveza de quem domina o que faz que ele fecha negócios. No portifólio, trabalhos feitos em quase todas as capitais, exposições em parceria com instituições renomadas, como o Sesc, e projetos compartilhados com parceiros que se tornaram grandes amigos. 

TALENTO NATURAL

O talento para as telas foi descoberto de forma inusitada. Babu começou fazendo pequenos trabalhos para alunos da extinta Escola Estadual Presidente Médici, que hoje se tornou uma unidade do modelo militar se chamando E. E. Militar Dom Pedro II. Nos intervalos, Babu pintava as camisas dos colegas, bonés e o que mais fosse pedido. Com os trocados, bancava seus pequenos gastos e ajuda a mãe, dona Dalva a cuidar dos irmãos adotivos - ele é o único filho de sangue, mas com a sua "estrela", como a chama, o ensinou que a verdadeira família é aquela do coração. 

"A minha mãe sempre falou pra mim: mar calmo nunca faz bom marujo. Já pensou se na primeira barreira que encontrasse eu tivesse que correr pra saia da minha mãe e ela me acolhesse? Jamais ela faria isso", refletiu lembrando de como a mãe, sua grande referência, que o ensinou a superar obstáculos. 

Camila Ribeiro/HNT

Kleber Lima, Babu Seteoito

Encontro de dois gigantes na bancada do HNT TV Entrevista: o jornalista Kleber Lima e Babu Seteoito.

Da mesma forma espontânea, ele escolheu o seu nome artístico. No cartório, os pais o batizaram como Adão Silva Segundo. Mas a personalidade de Babu não combinava com 'Adãozinho', como era conhecido no bairro. Então, ele adotou Babu de um aluno da mesma escola.

Ao podcast, ele revelou que a escola não era só pela popularidade do colega e por soar bem, combinandndo com o estilo de vida e profissão que queria, mas por livrá-lo das suspensões e advertências. Como um punk instintivo, Babu não se privava de confusões, a diferença é que agora ele poderia não responder mais pela autoria. 

"Eu fico até um pouco envergonhado, mas foi por isso mesmo. Anos depois eu conheci do filhos do Babu de quem eu peguei o nome. Na época, eu queria um nome legal pois Adãozinho não tinha como ficar, mas a minha ideia mesmo era de ter alguém para empurrar culpa do que eu fazia", conta com um sorriso no rosto que o acompanhou do longo de toda a conversa com o diretor de Jornalismo do HNT, Kleber Lima. 

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