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Cidades Segunda-feira, 03 de Julho de 2023, 09:55 - A | A

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Segunda-feira, 03 de Julho de 2023, 09h:55 - A | A

DEU NO FANTÁSTICO

Globo detalha ação da PF contra grupo especializado em fraude previdenciária de indígenas em MT

Esquema criava aposentados ‘fakes’ com nomes fictícios; documento em nome de "Zé Mané" foi encontrado nas investigações

AMANDA GARCIA
Da Redação

O programa Fantástico da Rede Globo detalhou, na noite deste domingo (2), a ação da Polícia Federal em Mato Grosso que desarticulou um grupo especializado em fraudes previdenciárias de indígenas no Estado. Conforme a reportagem, durante as investigações, documentos ‘fakes’ com nomes dos mais diversos, que inclusive ‘afrontam’ a investigação, foram encontrados. Entre eles, uma identidade em nome de 'Zé Mané' foi a que mais chamou atenção.

Denominada de ‘Operação Sangradouro’, o esquema milionário usava documentos falsos em nomes de indígenas para criar aposentados que sacavam o dinheiro e até pediam empréstimos consignados. O material foi recolhido em cartórios, escritórios da Funai e até em empresas de empréstimo.

Segundo a Polícia Federal, o esquema começava na Funai de Primavera do Leste (234 km de Cuiabá), com a emissão do registro administrativo de nascimento de indígenas. Indícios apontam que o esquema trouxe um prejuízo de R$ 64 milhões aos cofres públicos, dinheiro esse que era usado para o pagamento de aposentadorias de 2015 até agora.

LEIA MAIS: PF revela que indígenas tinham várias identidades para receber diversos benefícios da previdência

Até o momento, foram identificados 552 falsos indígenas aposentados em todo o Estado, com a perspectiva de novos identificados a partir da deflagração da operação.

Conforme o delegado da PF, Murilo de Oliveira, até o momento, 48 aldeias foram apontadas nas fraudes. "Em média, eles tinham cerca de 17 anos de idade a mais que a realidade, mas, com casos que chegam a mais de 30 anos de ganho. Há casos em que o indígena consegue acrescer à sua idade real 32 anos de idade e, com isso, conseguir a aposentadoria aos 28 anos", informou.

Foram expedidas 19 ordens cautelares judiciais pela Justiça Federal em Barra do Garças, sendo 16 mandados de busca e apreensão, duas ordens judiciais de afastamento temporário das funções públicas e um mandado de prisão preventiva, cumpridos nas cidades de Barra do Garças, Primavera do Leste, Poxoréu e Cuiabá.

O INDÍGENA “ZÉ MANÉ”

Ele não existe, mas tem carteira de identidade e até título de eleitor. Segundo a investigação, usando esses documentos, além de ter a aposentadoria concedida, Zé Mané ainda conseguiu cerca de R$ 40 mil em empréstimos consignados.

A Polícia Federal ainda vai apurar se os indígenas faziam parte da quadrilha ou se foram usados como laranjas no esquema. A punição deles depende da interpretação do juiz, que vai avaliar o nível de integração com a sociedade.

Ao fantástico, Eliane Xunakalo, da Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso, afirmou que é necessário aguardar até o final das investigações para saber até onde vai o envolvimento com os povos indígenas.

“É necessário investigar. A Federação não teve acesso ao inquérito. E não tivemos acesso aos indígenas. Então, nós não sabemos o nível de conhecimento e de ciência desse crime”, afirmou Eliane Xunakalo em entrevista à reportagem.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação de documentos, estelionato previdenciário, formação de quadrilha e inserção de dados falsos em sistema de informação do governo federal.

(Com informações do programa Fantástico)

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Janete 03/07/2023

Uma vergonha para o estado do Mato Grosso. Um estado tão produtivo. Mas com um índice de corrupção altíssimo. Onde vive pessoas muitos ricas. Terra onde corre muito dinheiro. Deveria ser exemplo de conquistas com honestidade e trabalho limpo. Mas tudo o que vemos e corrupção , desvios de verbas, remédios. Ontem , enquanto assustia essa matéria , senti vergonha de mim mesma , eu estava sozinha na sala.

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