O delegado federal Murilo de Oliveira Freitas informou que alguns indígenas envolvidos no esquema que fraudava cadastro para que pudessem se aposentar mais cedo possuíam várias identidades recebendo o benefício. O grupo que facilitava o crime foi alvo da “Operação Sandradouro”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (28) em Mato Grosso.
Segundo a autoridade, a polícia conseguiu identificar, durante as investigações, que alguns dos participantes possuíam nomes diferentes, levantando a possibilidade de que os membros estariam se aproveitando das fraudes para receber mais de um benefício que é oferecido pela União, que ficou comprovado pelos documentos apreendidos.
No decorrer das ordens judiciais, um tabelião e um servidor da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foram afastados preventivamente de seus cargos.
O delegado ainda informou que as fraudes previdenciárias na Funai ocorrem desde antes de 2015. As investigações, até o momento, apuraram que o prejuízo aos cofres públicos foi no valor de R$ 64 milhões.
Até o momento, foram identificados 552 falsos indígenas aposentados em todo o Estado, com a perspectiva de novos identificados a partir da deflagração da operação.
Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação de documentos, estelionato previdenciário, formação de quadrilha e inserção de dados falsos em sistema de informação do governo federal.
Foram expedidas 19 ordens cautelares judiciais pela Justiça Federal em Barra do Garças, sendo 16 mandados de busca e apreensão, duas ordens judiciais de afastamento temporário das funções públicas e um mandado de prisão preventiva, cumpridos nas cidades de Barra do Garças, Primavera do Leste, Poxoréu e Cuiabá.
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