A Fundação Nacional do Índio (Funai) se posicionou após uma ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) a respeito de um torneio de futebol com aproximadamente mil indígenas em uma aldeia de Mato Grosso. O órgão apontou não ter emitido qualquer tipo de autorização ou patrocínio para que o evento fosse realizado neste momento de pandemia da Covid-19, o coronavírus.
Marcos Lopes/HiperNotícias
Registro de indígenas em frente à Funai durante manifestação anterior à pandemia da Covid-19
Conforme noticiado pelo HNT/HiperNotícias, o MPF ingressou com uma ação civil pública contra a Funai, a União e o estado de Mato Grosso para que seja controlado o acesso de indígenas e não indígenas em aldeias do estado. O pedido foi feito após a realização do torneio na aldeia Namunkurá, na terra indígena de São Marcos, em Barra do Garças.
“[...] contrariamente aos termos recomendatórios, o campeonato de futebol foi realizado e fizeram-se presentes integrantes de diversas aldeias, resultando em uma aglomeração aproximada de mil indígenas e não-indígenas no interior da reserva indígena São Marcos, havendo inclusive notícias de que políticos da região fizeram-se presentes no evento”, apontou trecho da ação.
Em contrapartida, a Funai informou que uma de suas primeiras articulações referentes à pandemia foi a recomendação do isolamento social nas aldeias indígenas. No dia 19 de março, o presidente da Funai, Marcelo Xavier, já havia determinado inclusive a suspensão das autorizações de entrada em Terras Indígenas no território nacional, por meio da Portaria nº 419, apontou o órgão.
“Esta fundação, defensora dos povos tradicionais, continua desempenhando amplo e intenso trabalho informativo junto às comunidades indígenas para não realizarem eventos e evitarem receber pessoas de fora durante a pandemia de Covid-19. Somente com a conscientização e responsabilidade de todos conseguiremos vencer o coronavírus”, argumentou a Funai.
Coronavírus entre indígenas
A expansão do coronavírus no estado vitimou bebê indígena Xavante de apenas oito meses de idade. Sem nenhuma comorbidade para doença, conforme a secretaria de Estado de Saúde (SES), a criança morreu no dia 11 deste mês e seu exame para Covid-19 testou positivo para a doença na última terça-feira (19).
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