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Polícia Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 11:42 - A | A

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Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 11h:42 - A | A

QUADRILHA DO BOTOX

Polícia prende líder de esquema que desviou R$ 38 mil em produtos para harmonização

Suspeita de 46 anos teria coordenado esquema que usava identidades falsas e cartões de terceiros para comprar produtos; filha e genro já haviam sido presos

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (8), em Várzea Grande, uma mulher de 46 anos apontada como a responsável por coordenar um esquema de golpes que causou prejuízo de aproximadamente R$ 38 mil a uma empresa distribuidora de produtos para harmonização facial, sediada no Paraná.

A prisão ocorreu durante a Operação Simetria Fraudada, que também cumpriu ordens judiciais para quebra de sigilo de dados e extração das informações armazenadas no celular da investigada.

Segundo a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE), a mulher era a mentora e intermediária do esquema criminoso. As investigações apontam que ela organizava a compra dos produtos utilizando identidades falsas e cartões de crédito de outras pessoas, além de direcionar as entregas para a casa da própria filha.

O caso começou a ser esclarecido no dia 16 de junho, quando um casal foi preso em flagrante no bairro Construmat, em Várzea Grande, no momento em que recebia mercadorias adquiridas por meio da fraude.

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Conforme a Polícia Civil, os suspeitos realizaram pelo menos duas compras utilizando dados falsos, provocando um prejuízo de cerca de R$ 38 mil à empresa. Durante o cumprimento do flagrante, os policiais também encontraram drogas e munições de uso restrito na residência. Por isso, além de responderem pelo golpe, o casal também foi autuado por tráfico de drogas e posse ilegal de munição. A Justiça converteu a prisão em flagrante dos dois em prisão preventiva durante a audiência de custódia.

Com o avanço das investigações, os policiais identificaram que a mãe da primeira suspeita presa era quem articulava o recebimento das encomendas e coordenava a atuação do grupo. Diante das provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da investigada, autorizada pela Justiça. Ela foi localizada e presa no próprio local de trabalho, em Várzea Grande.

As investigações também revelaram que o grupo possuía uma estrutura capaz de redirecionar encomendas enviadas pelos Correios, o que indica um esquema organizado para dificultar a identificação dos responsáveis pelos golpes.

A apuração sobre os crimes de tráfico de drogas e receptação foi encaminhada à Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que dará continuidade às investigações desses delitos. Já o crime de estelionato será investigado pela Polícia Civil do Paraná, estado onde está sediada a empresa vítima, que receberá as provas produzidas durante a investigação em Mato Grosso.

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