As escolas particulares da região metropolitana de Cuiabá, focadas em ensino infantil, estão tendo sérios problemas financeiros por terem sido obrigadas as suspenderem as atividades em decorrência das medidas decretadas para prevenção contra à Covid-19. Desde março as aulas presenciais foram suspensas devido à pandemia.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sinepe), Gelson Menegatti, de março até este mês de julho, 15 escolas privadas de educação infantil foram fechadas na área metropolitana da Capital.
“Fechou porque não tem mais aluno, não tem como pagar as suas despesas, folha de pagamento; encargos sociais; fornecedores. A não ser que ano que vem eles consigam ter uma clientela, porque agora houve uma evasão total de 100% dos alunos e só restou uma situação, o fechamento”, disse Menegatti ao HNT/ HNT/HiperNotícias.
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Devido aos decretos municipais e estaduais para medidas de enfrentamento ao coronavírus no estado, as escolas particulares e públicas tiveram que adaptar as aulas que eram presenciais para o formato online, garantindo assim o isolamento social recomendado.
No entanto para Menegatti, o ensino ofertado na educação infantil, não permite adaptações virtuais parecidas com as que vem sendo utilizadas em outras fases da educação. “A educação infantil, parte dela é creche ou hotelzinho, é muito difícil trabalhar com o sistema online. Já a partir da alfabetização, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental você não tem problema. Mas na questão deles (educação infantil) nem isso daí resolveu”, afirmou o presidente do sindicato.
Em crítica ao Governo do Estado, que nesta terça-feira (21), incluiu as academias e salões de beleza na lista de atividades essenciais, seguindo o decreto do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), Menegatti diz que “se abre academia, mas não abre as escolas. Aliás, é mais importante começar o campeonato estadual de futebol do que resolver os problemas das escolas privadas e escolas públicas”, ironizou o sindicalista, completando que o problema dos estabelecimentos de ensino fecharem se estende para o número de profissionais que ficarão desempregados.
Segundo ele, atualmente o percentual de demissão na rede privada já chegou ao número de 8,6%.
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