Servidores da rede municipal de saúde de Cuiabá passarão a contar com um “botão do pânico” integrado diretamente à Polícia Militar para acionar socorro imediato em casos de agressões, ameaças e situações de violência dentro das unidades de saúde da capital. A ferramenta faz parte do programa Vigia Mais Saúde, lançado nesta sexta-feira (15) pela Prefeitura de Cuiabá em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
Na prática, o sistema funciona por meio de um botão físico, aplicativo no celular ou até comando de voz com palavra-chave cadastrada. Assim que acionado, o pedido de ajuda chega ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) em cerca de cinco segundos e passa a ser tratado como ocorrência de prioridade máxima.
Além do alerta imediato, a plataforma informa quem acionou o pedido, em qual unidade o servidor está e a localização exata em tempo real, permitindo resposta mais rápida das forças policiais. O sistema também está conectado às câmeras do programa Vigia Mais MT, possibilitando monitoramento simultâneo das ocorrências.
O programa foi criado após episódios frequentes de confusões, ameaças e agressões registrados principalmente em unidades de urgência e emergência da capital. A implantação começou nas quatro UPAs de Cuiabá — Pascoal Ramos, Morada do Ouro, Jardim Leblon e Verdão — além do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital São Benedito, Policlínica do Pedra 90 e Centro Médico Infantil (CMI).
Ao todo, 106 profissionais já foram cadastrados para utilizar a ferramenta.
Durante o lançamento, o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que a integração direta com o sistema estadual de segurança foi essencial para viabilizar a iniciativa.
“Sem a integração entre o Vigia Mais Saúde e o programa Vigia Mais seria muito difícil o município desenvolver sozinho uma estrutura com essa capacidade de resposta. A comunicação direta com a Polícia Militar garante mais segurança aos profissionais e usuários das unidades”, declarou.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, afirmou que o sistema busca dar mais segurança aos trabalhadores da saúde, que frequentemente lidam com situações de tensão dentro das unidades.
Já o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, disse que os testes iniciais apontaram redução de até 40% no tempo de resposta das ocorrências após a integração com as forças de segurança.
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