Cientistas encontraram microplásticos por toda a bacia do Rio Cuiabá, nascentes que vão de encontro ao Rio Paraguai e planície pantaneira. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso e compartilhada no evento Diálogos Pantaneiros, realizado em Poconé (105 km de Cuiabá).
Microplásticos são partículas de plástico de até um micrômetro de diâmetro. Um fio de cabelo humano comum tem entre 50 e 100 micrômetros de diâmetro, isso significa que precisaria enfileirar cerca de 70 micrômetros para igualar a espessura de um único fio de cabelo. É praticamente impossível enxergar algo de 1 micrômetro a olho nu, o limite da visão humana é de aproximadamente 40 a 50 micrômetros.
O pesquisador Pierre Girard ressaltou que o controle dessas fontes é decisivo para evitar impactos mais severos no Pantanal, pois se houver redução dos microplásticos no Rio Cuiabá, especialmente nos pontos de origem, dificilmente as consequências serão mais graves no Pantanal.
Apesar do cenário ser preocupante para a comunidade científica e autoridades sanitárias. A pesquisa alerta que os níveis verificados permitem intervenção, é possível mudar este cenário com melhorias nas coletas de resíduos e tratamento de efluentes e com a união entre ciência, políticas públicas e sociedade.
“Melhorias na coleta de resíduos e no tratamento de efluentes podem reduzir entre 70% e 80% dessas partículas, além de mudanças no padrão de consumo, são fundamentais para evitar o agravamento do problema”, explicou o professor Ibraim Fantin da Cruz.
As principais fontes identificadas, segundo Ibraim, incluem o descarte inadequado de resíduos sólidos em áreas urbanas e o lançamento de esgoto contendo microfibras têxteis, um tipo de poluição difusa e de difícil contenção.
A presença desses resíduos em ambientes de água doce, historicamente menos monitorados que os oceanos, amplia o debate científico sobre a dispersão global dos microplásticos e seus efeitos nos ecossistemas.
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