O caso do cão que passou duas semanas na porta de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cuiabá, aguardando um tutor que faleceu, revelou uma reviravolta inesperada. O animal, que recebeu o nome de Zeus, não era originalmente do homem que morreu na unidade de saúde; ele estava perdido de sua família original quando foi acolhido pelo idoso dias antes da fatalidade.
O resgate e a posterior identificação foram coordenados pela presidente da ONG É o Bicho MT, Jenifer Larrea, e pela veterinária Kethury. Em entrevista ao HiperNotícias (HNT), Jenifer detalhou como a mobilização digital foi decisiva para o desfecho do caso.
RESGATE NA UPA
A equipe da ONG localizou o animal na última quarta-feira (25). Segundo relatos de funcionários da UPA, o cão permanecia imóvel na entrada desde que o homem que o acompanhava chegou à unidade, mas faleceu. "O que chamou atenção foi a postura. Ele estava deitado, observando o fluxo de pessoas com um semblante apático", explica Jenifer.
Durante o período de espera, o animal sobreviveu graças a doações de água e ração de frequentadores da unidade. No momento do recolhimento, Zeus não ofereceu resistência, mas precisou ser carregado, apresentando sinais de confusão e medo. "Ele só aceitou se alimentar quando a veterinária ofereceu a comida diretamente na mão", relata a presidente da ONG.
IDENTIFICAÇÃO E REENCONTRO
A história mudou de rumo após a publicação de um vídeo do resgate visando a adoção. A repercussão alcançou os proprietários originais do cão, que reconheceram Zeus pelas características da pelagem. Ele havia fugido de casa pouco antes de ser encontrado pelo senhor que o levou à UPA.
No momento da entrega, o comportamento do animal confirmou o vínculo. "Houve reconhecimento imediato. Ele mudou a postura, passou a abanar o rabo e demonstrar afeto pelos donos", afirma Jenifer. A família relatou que a fuga foi um episódio isolado e que o cão sempre foi extremamente apegado aos moradores da casa.
REFLEXÃO
Embora a identidade do homem que acolheu Zeus antes de morrer não tenha sido confirmada, o vínculo entre os dois ficou nítido. "Acreditamos que o vínculo era forte. Para muitos, o animal é a única companhia", reflete a voluntária.
Para a ONG, o episódio também serve como alerta para a importância da identificação de pets. "O caso reforça a necessidade do uso de coleiras com contato e microchipagem, além da importância dos compartilhamentos em redes sociais, que aqui transformaram duas perdas em um final feliz", conclui.
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