Cidades Sexta-feira, 22 de Julho de 2011, 09:18 - A | A

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VIOLÊNCIA

Assassinato do jornalista Auro Ida em Cuiabá pode ser crime passional

Polícia não confirma oficialmente tipo do crime, mas parentes da namorada do jornalista dizem que ela havia acabado o namoro recentemente

JORGE ESTEVÃO

 

Reprodução MidiaNews
Jornalista Auro Ida foi assassinato com tiros no bairro Jardim Fortaleza

 

O assassinato do jornalista e ex-secretário de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá, Auro Ida, 51 anos, teria motivação passional, conforme disseram vizinhos da casa onde mora uma jovem de 19 anos, com a qual ele mantinha relacionamento há uns três meses.

O crime aconteceu por volta de 1 hora desta sexta-feira (22), na rua A, em frente ao número 33, no bairro Jardim Fortaleza, na região do Coxipó. Auro foi atingido por cinco tiros. O autor dos disparos seria ex-namorado da jovem e estaria inconformado com a separação.

Além dos vizinhos, a mãe da jovem confirmou o relacionamento da filha com o jornalista. Por medo de represálias, ela pediu para não ter seu nome e da filha não fossem revelados. Falou somente sobre o namoro da moça com o jornalista.

Sobre o assassinato, ele se esquivou e disse não saber de nada. A ex-namorada do jornalista, que ainda está em estado de choque, falou para policiais militares, os primeiros a chegarem no local do crime, que estava com Auro dentro do carro, um Fiat Pálio prata, quando chegaram dois homens. Um deles bateu no vidro do veículo e mandou que ela saísse.

Em seguida disparou quatro tiros e não 10, conforme o divulgado. Os dois criminosos fugiram a pé e até o momento ninguém foi preso, apesar de a PM ter feito buscas pela região. O bairro Jardim Fortaleza é originário de invasão e é avialado como um dos mais violentos de Cuiabá.

O delegado responsável pelas investigações, André Renato Gonçalves, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), encerrou o plantão por volta das 7h e só retorna no fim da tarde.

DESCASO

Na DHPP, uns três policiais civis disseram que não sabiam de nenhuma informação do crime. O pouco efetivo na especializada é resultado de uma greve iniciada na quarta-feira (20). Estão parados quase 2 mil investigadores e escrivães.

Com risos, numa demonstração de descaso com o crime, como tantos outros que aconteceram nas últimas 24 horas em Cuiabá, policiais soltavam gargalhadas quando eram perguntados sobre o rumo da investigação.

Até o momento, nem a Polícia Civil ou a Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp)de Mato Grosso se pronunciaram sobre o assunto, apesar de o assassinato do jornalista ter causado revolta à categoria. Em menos de um dia, três pessoas foram assassinadas na Capital, incluindo o jornalista.

Na Sesp, a assessora de imprensa Lívia Rabane Lisboa da Costa disse que a secretaria não iria se pronunciar sobre o caso “porque não havia mais o que fazer, a não ser investigar”. A Sesp é comandada pelo delegado da Polícia Federal, Diógenes Curado, que vem recebendo críticas recorrentes como resultado da violência em Cuiabá e cidades próximas. O secretário adjunto de Segurança, Alexandre Bustamante, também é policial federal.

EXPERIÊNCIA

O jornalista Auro Ida era um dos mais experientes profissionais na área de cobertura política. Trabalhou por vários anos no jornal A Gazeta, um dos maiores da região Centro-Oeste. Auro também exerceu cargos de secretário de Comunicação da prefeitura e da Câmara de Vereadores, ambas em Cuiabá. Atualmente estava desempregado.

Auro era formado pela Universidade Federal do Paraná e estava em Mato Grosso havia 30 anos. A família ainda não informou o local do velório.

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