Sexta-feira, 04 de Setembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Sexta-feira, 04 de Setembro de 2026, 21:47 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 04 de Setembro de 2026, 21h:47 - A | A

AGRONEGÓCIO INTERNACIONAL

Trump usa preço de sementes no Brasil para cobrar empresas dos EUA

Presidente americano compartilhou publicação de senador que afirma que produtores dos EUA pagam 68% mais pelas sementes de milho do que brasileiros

CONTEÚDO G1

REPRODUÇÃO

WhatsApp Image 2026-09-04 at 21.48.07.jpeg

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta quinta-feira (3) uma publicação do senador republicano Chuck Grassley na qual o parlamentar cobra medidas para reduzir os preços de sementes, fertilizantes e outros insumos agrícolas no país. Como argumento, Grassley citou uma comparação segundo a qual produtores americanos pagam 68% mais pelas sementes de milho do que agricultores brasileiros.

O dado é atribuído à National Corn Growers Association, entidade que representa produtores de milho nos Estados Unidos. Grassley pediu que Trump pressione empresas americanas do setor para reduzir os preços praticados no mercado interno.

“Por favor, analise essa questão. Caso constate uma injustiça contra os agricultores americanos, anuncie alguma medida em breve, mesmo que não seja possível chegar a um acordo imediatamente”, escreveu o senador na publicação compartilhada pelo presidente.

Grassley é produtor rural e cultiva milho e soja em New Hartford, no estado de Iowa, uma das áreas de maior produção agrícola dos Estados Unidos.

Brasil aparece na comparação

Na publicação, o senador afirmou que empresas americanas que produzem sementes, fertilizantes e produtos químicos estariam comercializando esses produtos no Brasil com descontos considerados elevados em relação aos preços cobrados dos produtores americanos.

Grassley também questionou a necessidade de o governo dos Estados Unidos destinar US$ 11 bilhões em ajuda temporária aos agricultores caso seja possível reduzir os custos dos insumos.

O Brasil é um dos principais concorrentes dos Estados Unidos no mercado internacional de milho. Os dois países estão entre os maiores exportadores mundiais do grão, com forte disputa por mercados como o chinês.

Pressão sobre Trump

A cobrança ocorre em meio à pressão de agricultores americanos sobre o governo Trump por medidas para reduzir os custos de produção. Produtores do chamado Cinturão do Milho, região que inclui Iowa, reclamam dos gastos com diesel, fertilizantes, sementes e máquinas.

Ao mesmo tempo, os preços do milho e da soja permanecem pressionados, enquanto medidas tarifárias adotadas pelo governo americano afetaram relações comerciais e vendas para determinados mercados.

O setor pecuário também tem pressionado o governo. Nesta semana, Trump anunciou medidas voltadas aos produtores de carne bovina, incluindo crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas de pastagem e ações para aumentar a participação da carne produzida nos Estados Unidos em compras governamentais.

A discussão sobre os preços dos insumos ocorre, portanto, em um cenário de pressão de diferentes segmentos do agronegócio americano por medidas que reduzam os custos e melhorem a rentabilidade dos produtores.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros