Até o fim da tarde desta quarta-feira, 25, o documento contava com quase 400 assinaturas, incluindo servidores efetivos, temporários e aposentados. Segundo eles, há um "processo progressivo de fragilização institucional do órgão".
"Desde 2023, mais de vinte cargos estratégicos foram alterados por exoneração ou saída em decorrência de divergências técnicas e institucionais", diz o documento assinado por servidores.
"O que inicialmente foi percebido como substituições administrativas isoladas passou a ser interpretado internamente como um padrão cumulativo. Parte significativa dos técnicos afirma que as exonerações atingiram, de forma recorrente, servidores que haviam manifestado críticas técnicas à gestão, participado de debates institucionais ou subscrito documentos públicos questionando decisões administrativas", acrescenta. "A retirada de funções em áreas sensíveis, associada a relatos de deslocamentos funcionais considerados punitivos e ameaças de transferências para unidades de difícil acesso, consolidou entre servidores a percepção de ambiente de retaliação."
A executiva nacional da Assibge-SN, esclarece que o abaixo-assinado foi uma iniciativa espontânea entre servidores, sem qualquer participação da entidade.
"Assim como nas demais ocasiões, o novo abaixo-assinado reafirma pontos já levantados pela ASSIBGE-SN e expressa a insatisfação generalizada da categoria. Também reflete a crescente preocupação dos servidores com as consequências institucionais de uma gestão desastrosa que, embora tenha assumido o comando do IBGE em condições políticas excepcionalmente favoráveis, rapidamente perdeu as condições de conduzir um projeto de fortalecimento institucional à altura das necessidades do País", declarou o sindicato, em nota.
A entidade lembra que uma das medidas mais críticas tomadas por Marcio Pochmann como presidente do IBGE foi a tentativa de criação da fundação de direito privado IBGE+. Após meses de polêmica e preocupações do corpo técnico em torno do assunto, no último dia 11, o Tribunal de Contas da União (TCU) "reafirmou o posicionamento técnico defendido pelos servidores e pelo sindicato, determinando o encerramento do CNPJ da Fundação IBGE+".
"Várias têm sido as situações em que, em vez de promover diálogo qualificado, a direção converte críticas técnicas e questionamentos administrativos em arena de ataques político-midiáticos, gerando um ambiente de desrespeito e insegurança interna", escreveu o sindicato, mencionando um suposto desprezo do atual presidente do órgão pelo "saber acumulado pelos servidores, alimentando a atual sensação de desrespeito e abandono institucional".
Na nota, o Assibge-SN afirma que seguirá "denunciando retrocessos e fortalecendo a mobilização coletiva em defesa da instituição e do interesse público".
(Com Agência Estado)
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