A representação foi apresentada pelo diretório estadual do PL após Salles publicar e impulsionar no Instagram um vídeo em que se apresenta como pré-candidato ao Senado e ataca André. A postagem desqualifica André com o uso, sem advertência explícita, de imagens produzidas ou manipuladas digitalmente. Entre elas, uma representação do candidato do PL ao Senado como uma marionete controlada por dirigente partidário.
A juíza Claudia Fonseca Fanucchi julgou procedente a representação do PL/SP por considerar que a peça teve caráter eleitoral, com impulsionamento pago para amplificar mensagem predominantemente depreciativa contra um potencial concorrente. A conclusão é de que o vídeo não visou a autopromoção, mas sim a desqualificação do adversário. No vídeo, Salles afirma que André "nunca foi, não é e nunca será um candidato de direita".
A juíza observou em sua decisão que não havia advertência na abertura, encerramento, legenda ou quadros do vídeo sobre o uso de inteligência artificial ou de conteúdo digitalmente manipulado. Segundo a magistrada, o vídeo publicado e impulsionado no Instagram não se limitou a fazer uma crítica política espontânea, tendo alcance ampliado por publicidade paga, violando a proibição da legislação eleitora ao impulsionamento na internet de mensagens de viés negativo contra adversários.
(Com Agência Estado)
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