A federação indicou Danilo de Castro (União), ex-deputado federal e um dos principais secretários das gestões de Aécio Neves (PSDB) no Estado, como vice de Simões.
A articulação foi capitaneada pelo próprio governador e pelo presidente do PSD mineiro, o deputado estadual Cássio Soares (PSD).
Há menos de uma semana, o ex-secretário da Casa Civil, Marcelo Aro (PP), que inicialmente seria o candidato ao Senado na chapa de Simões, informou o governador que estava rompendo com ele para articular a própria candidatura ao Palácio Tiradentes.
O cálculo de Aro era que, com a desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), ele conseguiria o apoio do PL e do Republicanos e seria o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais.
Após a movimentação, Zema, que levou Aro para o governo, o chamou de "ave de rapina" e de traidor. Simões também deu uma série de declarações criticando o ex-aliado.
O plano de Marcelo Aro ruiu porque Flávio Bolsonaro optou por lançar o empresário Flávio Roscoe (PL) como candidato ao governo e seu palanque no Estado.
Enquanto isso, o Republicanos ainda não deixou claro o que fará. Informações de bastidores em Minas Gerais indicam que o diretório estadual pode protocolar a candidatura de Cleitinho a govenador, mesmo sem o aval da direção nacional - o que provavelmente levaria a uma novela judicial.
Diante disso, a federação retomou as negociações com Mateus Simões e anunciou o acordo com o governador em nota à imprensa.
"Como parte do entendimento político, a Federação UP indicará o ex-deputado federal Danilo de Castro para compor a chapa como candidato a vice-governador e o ex-deputado federal Marcelo Aro para disputar uma das vagas ao Senado Federal", diz o texto.
Apesar da nota afirmar que indicou Aro para a chapa de Simões, na prática o ex-secretário ficou isolado dentro da coligação governista.
A campanha de Mateus Simões informou que Aro concorrerá de forma avulsa, ou seja, sem que o governador divida o palanque ou peça votos para ele. Além disso, para compensar o Partido Novo, que originalmente ficaria com a vice, Simões apoiará a candidatura do advogado Marco Antônio Costa (Novo), conhecido como Superman, ao Senado.
"O candidato a vice-governador será Danilo de Castro. Não haverá coligação para a candidatura ao Senado, sendo confirmados: pelo PSD a candidatura isolada de Carlos Viana, candidato à reeleição, de Marcelo Aro, pela Federação União Progressista e de Superman, pelo Novo", informou a campanha de Simões, também em nota.
Antes, a chapa ao Senado seria formada somente por Aro e pelo senador Carlos Viana (PSD). Esse foi um dos motivos para o rompimento, já que Aro não aceitava concorrer junto com Viana e queria que a candidatura do presidente da CPMI fosse retirada.
(Com Agência Estado)
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