O documento cita publicações feitas pelo ex-parlamentar nas redes sociais nos dias 17 e 18 de julho, em que Cristófaro se refere ao prefeito como "cara de pau" e acusa o emedebista de destruir a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), citando reportagens sobre o aumento no número de mortes ocorridas no trânsito na capital paulista. O Estadão tenta contato com a defesa de Cristófaro.
Procurado, o prefeito afirmou que ex-vereador tentava conseguir cargo na gestão municipal e ataques ocorreram ao ter pedidos negados.
"O Camilo ultrapassou todos os limites do razoável em ataques somente porque eu não pude atender os pedidos dele para ser Subprefeito ou outra nomeação no governo. Aí quando os ataques passam a praticamente uma chantagem é preciso buscar no local adequado, que é o judiciário, para que esse tipo de ação pare."
Além de solicitar a responsabilização de Cristófaro, a denúncia requer que a Justiça determine a exclusão das publicações consideradas criminosas e autorize a suspensão e o bloqueio de seus perfis, mediante pedido da polícia.
Racismo e outras denúncias
Em 2023, Cristófaro teve o mandato cassado por usar a expressão "coisa de preto". No ano seguinte, ele foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O processo de cassação, no entanto, não tem relação com a ação penal e nem vincula o resultado na esfera criminal.
Em março deste ano, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o ex-vereador pelo crime de difamação contra secretário de segurança pública do Estado, Osvaldo Nico, e contra o ex-titular da pasta Guilherme Derrite (PP).
O ex-parlamentar usou as redes sociais para fazer postagens criticando Nico e Derrite durante uma série de ataques a ônibus na Grande São Paulo.
(Com Agência Estado)
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