A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro Alexandre de Moraes da lista de sancionados da Lei Magnitsky gerou forte reação entre parlamentares e aliados do PL. Nos bastidores, integrantes do partido avaliaram o recuo como um revés político para o deputado Eduardo Bolsonaro (PL‑SP), que havia atuado nos EUA em defesa da medida.
Segundo dirigentes e parlamentares ouvidos reservadamente, a reversão enfraquece a narrativa construída por Eduardo e reforça a percepção de que as ações do governo americano estavam ligadas a interesses comerciais, e não a alinhamentos políticos com a direita brasileira. Um deputado da sigla classificou o episódio como frustrante.
Para esse grupo, a retirada das sanções ocorreu de forma abrupta e sem sinalização prévia, o que ampliou o sentimento de insatisfação. Aliados também afirmaram que a medida poderia ter sido mantida por mais tempo como gesto político, especialmente após a prisão definitiva do ex‑presidente Jair Bolsonaro, decretada duas semanas antes.
Parlamentares do PL manifestaram publicamente surpresa e decepção. O deputado Bibo Nunes (PL‑RS) afirmou ter ficado “chocado” com a decisão. Moraes havia sido incluído na lista em julho, no mesmo dia em que os EUA anunciaram tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, justificando a sanção com base na atuação do ministro em processos relacionados à tentativa de golpe.
Nos bastidores, a avaliação é que o recuo não altera a percepção do governo americano sobre Moraes, mas encerra expectativas de que pressões internacionais pudessem gerar efeitos concretos ao ministro. Parte dos aliados afirma que a possibilidade de reversão já era cogitada, mas considerou o momento politicamente desfavorável.
Em declarações públicas, lideranças do PL adotaram tom mais moderado. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que Trump age prioritariamente em defesa dos interesses dos EUA. Outros parlamentares evitaram comentar impactos políticos e mantiveram críticas ao ministro do STF.
Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo divulgaram nota conjunta lamentando a decisão, agradecendo o apoio de Trump e afirmando que continuarão atuando politicamente nos Estados Unidos.
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