"Eu não sou ainda candidato, estou trabalhando dentro do partido", afirmou, ao citar os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Goiás, Ronaldo Caiado, como outros dos possíveis políticos que poderiam ser indicados postulantes ao Planalto. "A ideia é que até o final de março, início de abril isso já esteja definido para que possamos apresentar alguém que possa liderar um novo projeto", acrescentou.
O governador também exortou o País a promover uma renovação das lideranças políticas, após três mandatos não consecutivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Nada contra ele, mas acho que o presidente já fez a sua contribuição, já colaborou com erros e acertos, e agora chegou o momento de a gente apresentar um projeto de um novo Brasil", disse.
A ABBC tem realizado uma série de encontros para aproximar o setor bancário de lideranças públicas cotadas à disputa ao Planalto. Como parte da iniciativa, a entidade já promoveu reuniões com os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema Neto, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Na abertura do evento, o presidente da ABBC, Leandro Vilain, defendeu o diálogo como forma de atravessar o ambiente "desafiador" do ponto de vista fiscal, político e geopolítico. Vilain também criticou o cenário de polarização e radicalismo, além de enfatizar a importância de lideranças que conduzam o país com política de prazo. "Ninguém aguenta mais populismo", disse.
Vilain também expressou preocupação com fatores estruturais prejudiciais à estabilidade econômica. "Equilíbrio fiscal é fundamental, mas não é o único fator para buscar juros condizentes com crescimento sustentável', disse, ao acrescentar que forçar taxas baixas sem os fundamentos econômicos solidificados é ineficiente.
O dirigente pediu previsibilidade no ambiente de negócios, com redução de litígios e enfrentamento do que chamou de "litigância predatória". Ele estimou cerca de R$ 65 bilhões em provisionamento cível, fiscal e trabalhista. "Isso vai diretamente para o custo de crédito", comentou.
Governador diz que País gasta de forma irresponsável
O governador do Paraná defendeu a implementação de políticas que garantam segurança jurídica e equilíbrio fiscal, durante evento. Para ele, o País gasta "de forma irresponsável" sem foco no desenvolvimento econômico e social.
Ratinho Júnior criticou os investimentos mobilizados para a realização da COP30, em Belém, no ano passado. "O assunto é importante, o meio ambiente tem que ser debatido, mas foram gastos R$ 7 bilhões no evento, enquanto temos milhares de pessoas sem nenhum tipo de saneamento", disse. "O Brasil não sabe eleger prioridades, especialmente o governo que esta aí", acrescentou, em referência à gestão do presidente Lula.
O governador também argumentou sobre a importância de se superar a polarização política. "Essa briga ideológica tem feito com que o Brasil fique andando para trás e não está garantindo o desenvolvimento", ressaltou.
Sem se apresentar como candidato à presidência, Ratinho Júnior disse ver potencial para o País assuma o protagonismo em energia verde, transição energética e desenvolvimento de data centers. "Nós podemos ser a Arábia Saudita do biogás com a capacidade que nós temos. Nós podemos ser o computador do mundo", pontuou.
(Com Agência Estado)
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