A protetora de animais Cristielly Souza, moradora do Parque Tremendão, em Goiânia, vive momentos de puro pânico. Na noite de domingo (11), ela teve a porta de vidro de sua sala comercial — que serve de abrigo para animais resgatados — estilhaçada a chutes por um vizinho. O ataque, registrado por câmeras de segurança, é apenas o capítulo mais recente de uma perseguição que já dura mais de uma década.
Segundo Cristielly, a violência se intensificou após ela resgatar uma cadela que estava sob posse do suspeito e de seu irmão. O animal sofria maus-tratos, tinha ferimentos de atropelamento e infecções graves. "A cadela foi tratada, castrada e já foi adotada por uma família da zona rural, mas ele insiste em querer o animal de volta", relata a protetora.
Clamor por socorro e falta de proteção
Em um vídeo gravado logo após o ataque, o desespero de Cristielly é evidente. Ao lado de policiais, ela desabafa: “O que eu estou vendo é que eu vou morrer, porque eu já pedi ajuda várias vezes”. Apesar de registrar inúmeros boletins de ocorrência ao longo dos anos, ela afirma que nunca conseguiu uma medida protetiva por não ter vínculo familiar com o agressor.
A vítima relata que o vizinho e o irmão são usuários de drogas e frequentemente usam armas brancas para intimidá-la. Nesta segunda-feira (12), mesmo após a presença da polícia no dia anterior, o homem voltou ao local para proferir novos xingamentos e ameaças de morte.
Fuga e impunidade
No domingo, a Polícia Militar realizou buscas na casa do suspeito, que fica em frente ao abrigo, mas ele não foi localizado. Cristielly agora tenta, mais uma vez, buscar apoio na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), temendo que as ameaças verbais se transformem em uma tragédia anunciada.
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