Segundo a administração municipal, a suspensão busca reduzir os impactos no deslocamento dos motoristas afetados pelos transtornos no transporte sobre trilhos.
Inicialmente, a Prefeitura havia suspendido o rodízio apenas em vias da zona leste e somente durante a manhã. Com a persistência dos reflexos no trânsito, a medida foi ampliada para toda a cidade e também para o horário de pico da tarde. Nesta quinta-feira, o rodízio restringiria a circulação de veículos com placas de final 7 e 8.
De acordo com a CET, as demais restrições existentes na cidade serão mantidas ao longo do dia:
. Rodízio de veículos pesados (caminhões);
. Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC);
. Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF).
Além disso, a companhia reforça que não serão liberadas as faixas exclusivas de ônibus.
Durante a manhã, a circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi interrompida temporariamente após uma ocorrência afetar o fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, informou a Trivia Trens.
Durante a ocorrência, um foco de incêndio foi registrado em um trem próximo ao pátio de manutenção da concessionária, que fica na região da Estação Bresser-Mooca. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 5h38. Após controlar as chamas, as equipes permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo para evitar novos focos de incêndio.
Falha provocou transtornos aos passageiros
Nas redes sociais, passageiros relataram dificuldades para embarcar, catracas travadas e plataformas lotadas em diferentes estações. Vídeos publicados por usuários também mostram pessoas caminhando sobre os trilhos durante a interrupção.
Na região da Estação Brás, a concessionária realizou o desembarque assistido de uma composição. Segundo a empresa, o procedimento foi adotado por questões de segurança e acompanhado por equipes operacionais.
Para reduzir os impactos da paralisação, a Trivia Trens informou ter solicitado a ativação do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE). Por volta das 6h30, pontos de ônibus nas regiões atingidas registravam aglomeração de passageiros, com longas filas à espera dos coletivos.
Os reflexos da paralisação também foram sentidos no trânsito. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a zona leste concentrava 75 quilômetros de lentidão no início da manhã, região diretamente impactada pela interrupção da circulação ferroviária.
Em razão do aumento da demanda provocado pela interrupção das linhas da Trivia Trens, o Metrô informou que adotou novas medidas operacionais para garantir a segurança dos passageiros. Desde as 7h42, a Linha 3-Vermelha opera com velocidade reduzida e controle de fluxo na entrada das estações, com o objetivo de evitar a superlotação das plataformas.
As ações fazem parte de uma estratégia iniciada às 6h, que inclui a abertura das transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, o reforço da frota da Linha 3-Vermelha com dois trens extras e a realização de manobras intermediárias nas estações Tatuapé e Penha.
A companhia informou ainda que monitora a demanda em tempo real, envia trens vazios para estações com maior lotação e reforçou o efetivo de funcionários nas estações de transferência para orientar os passageiros.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que acompanha, desde o início da manhã a ocorrência que afetou a operação das linhas. Segundo a agência, a atuação inclui a fiscalização das medidas adotadas pela concessionária para restabelecer o serviço e prestar assistência aos passageiros.
A Artesp acrescentou que mantém monitoramento permanente da concessão e avaliará a adoção das medidas administrativas e contratuais cabíveis.
Segundo a Trivia Trens, equipes técnicas seguem trabalhando para identificar a causa da interrupção no fornecimento de energia e realizar os reparos necessários para restabelecer a circulação dos trens no menor tempo possível.
A empresa assumiu a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na última terça-feira, 21. Até então, os ramais eram administrados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Desde o início da concessão, a nova operação já registrou falhas que afetaram a circulação dos trens.
(Com Agência Estado)
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