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Brasil Quinta-feira, 16 de Abril de 2026, 11:42 - A | A

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026, 11h:42 - A | A

GOLPE DA HERANÇA

Polícia prende homem investigado por desviar R$ 35 milhões de fortuna da avó

Investigação revela fraude na partilha de bens de idosa falecida; bens de suspeitos foram bloqueados e o rombo financeiro pode chegar a valores astronômicos

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Polícia Civil de Goiás prendeu na última segunda-feira, 13, um homem investigado por estelionato e exploração financeira contra uma tia, a partir da gestão supostamente fraudulenta de uma fortuna deixada pela avó, que morreu há dois anos. O prejuízo pode chegar a R$ 35 milhões.

A vítima é uma das filhas da idosa - tia do suspeito e irmã da mãe dele, que também é investigada. Como os nomes não foram divulgados, não foi possível localizar a defesa dos envolvidos.

Embora seja investigado pelo desvio dos valores milionários, o homem foi detido em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante a operação "Milionários Infiéis", deflagrada para apurar os crimes. Segundo o portal g1, ele pagou fiança pelo porte ilegal de armas e foi liberado.

"Essa investigação demonstrou que a partilha dos bens não foi feita de forma justa pelos investigados, que são a irmã e o sobrinho da vítima", disse o delegado Alexandre Bruno de Barros, titular da Delegacia do Idoso em Goiânia.

A ação foi realizada em conjunto pela Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai) de Goiânia e pela Delegacia de Polícia de Firminópolis, município onde os crimes teriam sido praticados.

"Essa operação teve como objetivo apurar uma investigação em que uma idosa estava sendo vítima de estelionato e exploração financeira na partilha de bens de sua mãe, que faleceu há dois anos", acrescentou o delegado.

A Polícia Civil informou ainda que, durante a operação, foram apreendidos documentos para análise e houve o bloqueio de bens superiores a R$ 30 milhões. "A investigação está em fase final e será encaminhada ao Judiciário para responsabilização dos envolvidos", afirmou a corporação.

(Com Agência Estado)

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