Na avaliação de Guimarães, o governo tem muitos "problemas pretéritos" que causam tensão com o Congresso, principalmente com o Senado.
"Uma das principais funções minhas será retomar o diálogo com David", observou, numa referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Estão parados no Senado temas como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, um projeto do próprio Guimarães, conhecido como Redata.
Indicação de Jorge Messias
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) também desagradou a Alcolumbre, o que obrigou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a enviar sua mensagem ao Senado quase cinco meses após o anúncio da escolha.
A sabatina de Messias no Senado está marcada agora para o próximo dia 28 e até hoje o governo não tem a segurança de que sua escolha será aprovada. "Vou conversar com Davi e trabalhar muito para isso", disse Guimarães.
Projeto que regulamenta trabalho por app
Na lista dos problemas citados pelo novo ministro também está a falta de acordo sobre o projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos. Em café da manhã com jornalistas, Guimarães afirmou que essa votação deve ficar para depois das eleições.
"Por que não votamos o projeto dos aplicativos? Porque não tem acordo sobre nada. As plataformas não concordam, os entregadores também não e a oposição só estava esperando um vacilo nosso", argumentou o novo ministro.
Pesquisas eleitorais
Guimarães minimizou resultados de pesquisas de intenção de voto que mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em situação de empate técnico com o presidente Lula ou até mesmo à frente do petista em eventual segundo turno na disputa pela Presidência.
"Ele (Flávio) não tem mérito para ser presidente da República. Vai chegar a hora de a onça beber água", previu Guimarães.
(Com Agência Estado)
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