Os agentes cumpriram 26 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e dois de internação. De acordo com o ministério, a ação impacta cerca de 5.500 usuários de redes digitais. Entre os alvos da operação estavam a repressão de crimes de atos extremistas e de exploração sexual de crianças e adolescentes nas redes.
"A iniciativa teve como foco a desarticulação de ecossistemas digitais nocivos, caracterizados pela disseminação de discurso de ódio, incentivo à violência e processos de radicalização, especialmente entre jovens", explicou a pasta em nota.
Os Estados onde a operação ocorreu são: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
A operação chamada "Bulwark", que faz referência a uma linha de defesa, partiu de informações colhidas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do MJSP. Investigações conduzidas pelo Ministério Público e pelas Polícias Civis também serviram como base.
Segundo o MJSP, 180 contas nas redes sociais foram moderadas a partir da operação. A rede social Discord, que costuma ser usada para fóruns de ódio, teve 19 servidores moderados. Conteúdos foram removidos e perfis, retirados do ar.
O Ciberlab do MJSP ganhou protagonismo principalmente a partir de 2023, quando começou a ser um dos principais atores da pasta no monitoramento de redes para coibir ataques de ódio em escolas. Naquele ano, até outubro, o País tinha registrado pelo menos nove ataques a escolas.
A estrutura da pasta monitora ambientes digitais de risco e identifica padrões de radicalização de grupos nessas plataformas. Depois, relatórios são enviados às autoridades competentes para tomar medidas de combate.
(Com Agência Estado)
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