De acordo com a Polícia Militar, a equipe de Silva fazia uma abordagem a um veículo quando agentes do 18º batalhão avistaram uma movimentação.
"Devido à baixa luminosidade no local, os policiais teriam confundido a abordagem com uma ação criminosa e efetuado disparos contra a equipe", informou a corporação, em nota.
Seis policiais, sendo cinco do Bope e um do 18º batalhão, ficaram feridos e foram socorridos a um hospital. Um deles foi o subtenente Silva, que não resistiu aos ferimentos.
Uma campanha de doação de sangue vem sendo promovida na internet em favor do sargento Leonardo Malaquias, também ferido. O estado de saúde dos demais feridos não foi informado.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital e pela Corregedoria Interna da Polícia Militar. O governo do Estado diz que vai prestar a assistência necessária às vítimas e aos seus familiares.
Gláucio tinha 26 anos de experiência na Polícia Militar fluminense. Ele era irmão de outro agente, o sargento Heber Carvalho, que morreu durante a megaoperação no Complexo da Penha, em outubro do ano passado.
Nas redes sociais, parentes e amigos lamentaram a morte do subtenente. "Meu pai foi meu melhor amigo, meu conselheiro, meu maior amor, meu pastor, meu exemplo, meu intercessor, meu Porto Seguro", escreveu a filha, Laryssa Viana.
Jéssica Alves, viúva de Heber, relembrou a perda do irmão de Gláucio. "Perdi meu esposo em outubro de 2025 e hoje, no mesmo mês, no aniversário da minha filha, recebo a notícia de que perdi o meu cunhado. A nossa família não suporta mais tanta dor", lamentou.
O velório do subtenente está marcado para esta segunda-feira, 12, às 13h, no Cemitério Jardim da Saudade. O sepultamento será às 16h.
(Com Agência Estado)
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