O Estadão busca contato com a defesa de Canella, que preside o União Brasil no Rio e é pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano. O espaço permanece aberto para manifestação.
Canella é investigado sob suspeita de atuar como "braço político" de um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a Polícia Federal, movimentou R$ 7,6 bilhões de recursos do crime organizado por meio de uma rede de postos de gasolina ao longo de seis anos.
Além do fuzil encontrado no veículo de Canella, a PF apreendeu, em endereços ligados ao ex-prefeito, dois revólveres, uma pistola, 13 carregadores, munições e relógios de luxo.
Ao todo, os policiais federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Márcio Canella foi prefeito de Belford Roxo de 2025 a abril de 2026. Ele renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), mãe do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi anunciada como primeira suplente na chapa de Canella.
De acordo com a PF, ele poderá responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que vierem a ser identificados ao longo da investigação.
(Com Agência Estado)
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