Batizada de Operação Janus - referência à divindade romana associada às passagens e transições -, a ofensiva mira suspeitos de movimentar recursos do PCC por meio de entregas volumosas de dinheiro em espécie, transferências bancárias e uso de empresas e contas 'laranjas'.
A investigação aponta que parte dos alvos participava de reuniões para resolver disputas patrimoniais entre integrantes da facção, conhecidas como "tribunais do crime".
Além das prisões e buscas, a Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores determinou o bloqueio de contas, aplicações financeiras, imóveis, veículos e outros bens dos investigados. Também foram bloqueados ativos financeiros de até R$ 10 milhões por alvo e impostas restrições patrimoniais a empresas apontadas como parte da estrutura financeira do PCC.
Os alvos de prisão da Operação Janus:
Cléber Azevedo dos Santos
Robson Martins de Souza
Antonio Carlos Ubaldo Junior
Paulo Rogério Silva, o 'Paulo Barão'
Odair Alves da Silveira Filho
Leonardo Meirelles
Marlon Antonio Fontana
Bruno Ramos Fernandes
Meire Bomfim da Silva Poza
Leonardo Monteiro Moja, o 'Léo do Moinho'
Danillo Vinicius da Silva Rosário
André de Souza Haddad, o 'Minhoca'
Antonio Carlos Sampaio, o 'Kaka', 'Dakar' ou 'Compadre'
Alexandre Viriato da Silva, o 'Gordão'
Alexandre Salles Brito, o 'Buiu'
Raphael Flores Rodriguez, o 'Batata'
Amjad Ahmad, o 'Amin'
Marcelo de Morais Oliveira
O Estadão busca contato com a defesa de todos os citados. O espaço está aberto para manifestação.
A Operação Janus é um desdobramento das operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. Segundo o Gaeco, a nova fase foi deflagrada a partir da análise de celulares apreendidos nessas investigações, que revelou a atuação coordenada dos suspeitos em um esquema voltado à sustentação financeira da facção.
As apurações tiveram origem, sobretudo, em elementos reunidos na Operação Recidere, que identificou um esquema de corrupção ativa e passiva, fraude processual, lavagem de dinheiro e interferência em investigações envolvendo integrantes do PCC. De acordo com o Ministério Público, os investigados também atuavam para corromper policiais civis e militares.
(Com Agência Estado)
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