O corpo da criança permanecia no Instituto Médico Legal (IML) desde a confirmação da morte porque não havia familiares ou representantes legais para providenciar o sepultamento. Na segunda-feira, 20, o Ministério Público do Rio Grande do Sul informou que a Justiça autorizou a liberação do corpo ao município para que o funeral pudesse ser realizado.
Também por decisão judicial, Mayanna Angelina Rodgers, mãe de Oliver, foi autorizada a comparecer ao sepultamento. Presa preventivamente, ela deverá ser escoltada durante a cerimônia. A defesa informou que o pedido para que ela pudesse participar do funeral foi apresentado pelos advogados e deferido pela Justiça também na segunda-feira.
Mayanna é investigada no caso. Em depoimento, Dandre Jermaine Grayson, pai da criança, afirmou que ela estava em outro cômodo da casa no momento das agressões e não teria presenciado o crime. A Polícia Civil, no entanto, apura se a mãe teve participação direta nas agressões ou se houve omissão.
Oliver morreu no início de julho, após permanecer três dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). À polícia, Dandre confessou que agrediu o filho depois de o menino se recusar a lhe dar "bom dia". Segundo o depoimento, ele deu socos no peito e no abdômen da criança e bateu a cabeça dela contra o chão. O homem responderá por homicídio duplamente qualificado.
(Com Agência Estado)
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