"Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição?", questionou Moro em publicação nas redes sociais.
"O Brasil segue longe da normalidade institucional. No contexto, Flávio deixar o País é compreensível", acrescentou.
Segundo a emissora argentina Todo Noticias (TN), Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina a pé após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes. Ele chegou aos Estados Unidos acompanhado da mulher e das filhas, segundo informações confirmadas por pessoas ligadas ao governo americano.
O site argentino Infobae publicou na manhã desta terça-feira que o senador teria deixado o Brasil utilizando seu documento de identidade. O veículo também informou que Flávio teria embarcado em um voo privado com destino aos Estados Unidos.
Nesta terça-feira, a Polícia Federal comunicou a Moraes que Flávio descumpriu a ordem judicial de entrega dos passaportes e informou o cancelamento dos documentos em seu sistema de controle. O Departamento de Estado americano também informou que concederá vistos ao senador e à sua família.
Flávio não reconheceu a derrota para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado no domingo, 25. O mandato do senador termina em 31 de janeiro de 2027, quando ele perderá o foro por prerrogativa de função.
(Com Agência Estado)
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