"Nós estamos buscando mobilizar com as nossas estruturas do SUS, com empresas privadas no Brasil, insumos para diálise e medicamentos e vamos dar esse apoio, sim, para o povo venezuelano que teve o seu centro de distribuição atacado, destruído, que pode significar o desabastecimento desses insumos. Eles têm cerca de 16 mil pacientes que fazem tratamento de diálise, isso é mais ou menos 10% do que o Brasil tem no SUS do Brasil", afirmou Padilha. O ministro disse também que a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) pediu ajuda ao governo brasileiro.
Padilha destacou que o governo brasileiro irá auxiliar a saúde venezuelana por causa da proximidade com o País e pela ajuda vinda do governo chavista durante a crise de falta de oxigênio em Manaus, no início de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19.
"Um conflito bélico como esse tem impactos diretos, às vezes, nos serviços de saúde, em termos de saúde do outro país, por ser um país vizinho como o nosso, o Brasil sempre estará à disposição e mobilizado para ajudar esse sistema de saúde, esse povo, por razões humanitárias. A gente não pode esquecer que, quando teve o colapso de oxigênio em Manaus, vieram 135 mil metros cúbicos de oxigênio da Venezuela para salvar o povo brasileiro em Manaus", afirmou Padilha.
Padilha também anunciou que foi enviada uma equipe da Força Nacional do SUS (FNSUS) para a avaliação das estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos em Roraima, Estado fronteiriço com a Venezuela.
"Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de tragédia, já estão presentes na região identificando, se necessário, estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro", disse.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

