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Brasil Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 12:00 - A | A

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Lula diz que sancionará perdão dívidas dos MEIs e volta a cobrar quebra sigilos de Flávio

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 20, que sancionará amanhã, quarta-feira, a lei de perdão de dívidas de cerca de 4 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) e voltou a pressionar seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), a abrir os sigilos bancário e telefônico de sua família. Durante entrevista coletiva após uma caminhada de campanha em São Luís, no Maranhão, o petista reforçou que seus advogados estavam apresentando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de abertura de seus próprios sigilos e dos de familiares, e voltou a pressionar o senador que fizesse o mesmo.

"Eu quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário dele, o sigilo telefônico dele", afirmou Lula. O presidente disse que a solicitação também abrange os dados de seus filhos e da primeira-dama Janja, e cobrou que Flávio estenda a medida aos integrantes da família Bolsonaro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Eu tô disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão nesse país, quem é que é corrupto", disse.

Sobre o perdão das dívidas dos MEIs, Lula afirmou que a medida alcançará cerca de 4 milhões de pessoas com débitos inscritos na dívida ativa da União. "Nós resolvemos anistiar para limpar o nome dessas pessoas no Serasa, que eles podem começar uma vida nova", disse.

O presidente também confirmou que enviará nesta quarta-feira, 21, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional para garantir transporte público gratuito aos sábados e domingos. Lula associou a iniciativa ao fim da escala de trabalho 6x1, que, segundo ele, permitirá à população contar com mais um dia de descanso a partir do próximo ano.

"A partir do ano que vem, o povo vai começar a trabalhar menos, vai ter mais um dia de descanso", afirmou. Segundo o petista, a gratuidade nos fins de semana permitirá aos trabalhadores aproveitar os dias de folga para passear.

Na passagem pelo Maranhão, Lula também procurou mobilizar o eleitorado para o segundo turno, marcado para domingo, 25. O presidente agradeceu os votos recebidos no Estado em eleições anteriores e afirmou que busca ampliar sua votação para conquistar a vitória nas urnas.

O petista comparou ainda a relação do Maranhão com seus governos e os de Dilma Rousseff (PT) à atuação das administrações de Michel Temer e Jair Bolsonaro. "Sabem o descaso que o Maranhão foi vítima no período deles e sabem o que nós construímos junto aqui no estado do Maranhão", afirmou.

Lula também acusou seus adversários de ameaçar investimentos federais no Estado visitado, além de programas sociais, como o Bolsa Família, caso retornem ao poder.

Por fim, o presidente afirmou que, após a caminhada de campanha em São Luís, faria uma visita ao ex-presidente José Sarney, que, segundo ele, está em processo de recuperação. Na sequência, disse que pretende participar de outra caminhada entre Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco, para reforçar sua campanha no Nordeste.

(Com Agência Estado)

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