"A carta da ONU está sendo rasgada e, ao invés, da gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que fui presidente em 2003, uma reforma com a entrada de novos países, com a entrada de México, do Brasil e de países africanos, o que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU em que ele, sozinho, é o dono da ONU", disse Lula durante cerimônia do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador (BA).
Como mostrou a Broadcast, integrantes do governo brasileiro analisam tópicos centralizadores propostos por Trump e o aumento do leque de atuação para além do conflito na Faixa de Gaza como obstáculos para a entrada do Brasil no Conselho de Paz proposto pelo líder americano.
O presidente disse ainda que a política mundial está vivendo um "momento muito crítico". Segundo ele, o multilateralismo está sendo substituído pelo unilateralismo de Trump. "Está prevalecendo a lei do mais forte", disse Lula.
Endossando o discurso de soberania, aposta do governo desde quando Trump anunciou o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros em julho passado, Lula afirmou ainda que o Brasil não tem preferência de relação com outros países, mas rejeitou a ideia do Brasil voltar a ser "uma colônia".
"O Brasil não tem preferência de relação. O Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, o Brasil quer ter relação com Cuba, o Brasil quer ter relação com a China, o Brasil quer relação com a Índia, o Brasil quer ter relação com a Rússia. A gente não tem preferência. O que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia para alguém querer mandar na gente", disse Lula.
(Com Agência Estado)
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