A defesa do ex-sargento alegou, no processo, ausência de justa causa e inépcia da denúncia, sustentando que a acusação se baseia em "meras ilações". A reportagem pediu manifestação dos advogados de Rodrigues sobre a condenação.
Ele foi detido durante uma escala no aeroporto de Sevilha, no sul da Espanha. Em 2022, foi excluído da FAB. Atualmente, o ex-sargento cumpre pena de seis anos e um dia de reclusão na Espanha, em regime equivalente ao de liberdade condicional. Também está em tramitação um pedido de extradição ao País.
Manoel da Silva Rodrigues já havia sido condenado, com trânsito em julgado em setembro de 2024, a 17 anos e cinco dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de tráfico de drogas, com as agravantes de transnacionalidade do delito e de utilização de transporte público para a prática criminosa.
Agora, após o avanço das investigações, Manoel da Silva Rodrigues foi condenado por associação para o tráfico. Segundo o Ministério Público Militar, novas investigações revelaram a existência de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas que utilizava a estrutura de missões oficiais da FAB para enviar entorpecentes à Europa.
Além de Manoel da Silva Rodrigues, o juiz federal da Justiça Militar, Frederico Magno de Melo Veras, condenou outros dois integrantes apontados como participantes do esquema.
Marcos Daniel Pena Borja Rodrigues Gama, suposto líder do grupo, recebeu pena de 22 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado.
O 2º sargento da Aeronáutica Jorge Luiz da Cruz Silva, apontado como responsável pelo recrutamento de militares que atuaram no esquema, foi condenado a 19 anos de reclusão, também em regime inicial fechado.
A reportagem busca contato com as defesas. O espaço está aberto.
(Com Agência Estado)
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