Os demais candidatos estão bem atrás, todos tecnicamente empatados dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,3 pontos porcentuais para mais ou para menos. Vera Lúcia (PSTU) tem 2,6% das intenções de voto; Carlos Machado (PCB), 1%; Vivian Mendes (UP), 0,8%; e Izadora Dias (PCO), 0,1%. Os indecisos somam 7,4%, enquanto 4% dizem que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato.
Tarcísio vai melhor entre evangélicos (74,3%), eleitores com renda de três a cinco salários mínimos (58,1%) e homens (57,9%). Haddad, por sua vez, aparece com 44,6% entre os católicos e 40% entre os eleitores de 45 a 59 anos.
A pesquisa também perguntou aos eleitores se Tarcísio merece continuar à frente do Palácio dos Bandeirantes. Segundo especialistas em opinião pública, esse é um dos principais indicadores para avaliar as chances de reeleição de um incumbente. No levantamento, 64% afirmam que Tarcísio merece continuar no governo, enquanto 29,5% dizem que ele não merece. Outros 6,5% não souberam responder.
Disputa semelhante no segundo turno
O instituto também simulou um cenário de segundo turno entre Tarcísio e Haddad. O governador lidera com 53,4% contra 37% do petista. Indecisos são 5,6%, enquanto 4% afirmam que votariam em branco, nulo ou ninguém.
Entre os candidatos, Tarcísio é o que tem maior potencial eleitoral, com 64% dos entrevistados dizendo que poderiam votar no governador, enquanto 27% não votariam de jeito nenhum. Haddad aparece em seguida, com 39,5% de possibilidade de voto e uma rejeição maior, de 48,3%. Entre os demais postulantes ao Palácio dos Bandeirantes, o potencial de voto varia de 7,7% a 9,5%, e o nível de desconhecimento de todos eles é alto, próximo ou até acima de 50%.
Avaliação do governo estadual
A pesquisa ainda mediu a avaliação do governo Tarcísio. Para 45,2% dos eleitores, a gestão é ótima ou boa; 31% dizem que é regular e 20% classificam como ruim ou péssima. Em relação à aprovação, 63,3% aprovam a maneira como Tarcísio conduz seu trabalho no Estado, 29,1% desaprovam.
Além de avaliar a gestão estadual, os entrevistados foram questionados sobre os principais problemas de São Paulo. A violência aparece em primeiro lugar, citada 27,4%, seguida pela corrupção (16%) e pelo aumento dos preços (15,4%). Saúde (9,1%), educação (5,9%), desemprego (5,2%), pobreza (4,9%), moradia (3%), e crise hídrica (1,9%) aparecem na sequência. Outros 3,2% mencionam problemas diversos, enquanto 7,9% não souberam responder.
Foram ouvidos 1.800 eleitores no Estado de São Paulo entre os dias 5 e 8 de agosto de 2026. A margem de erro do levantamento é de 2,3 pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e registrado no TSE sob o protocolo BR-08036/2026 e SP-04956/2026.
(Com Agência Estado)
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