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Brasil Terça-feira, 01 de Setembro de 2026, 21:30 - A | A

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Terça-feira, 01 de Setembro de 2026, 21h:30 - A | A

Grassi promete correr 42 km em volta do TSE todos os dias em protesto à decisão de Toffoli

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Candidato a presidente da República, o veterinário Wilson Grassi (Democrata) disse nesta terça-feira, 1º, que correrá 42 quilômetros todos os dias em volta da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, até que a Corte reverta a decisão do ministro Dias Toffoli. A distância equivale a uma maratona.

O magistrado proibiu que a campanha de Grassi faça propaganda eleitoral digital, acesse o fundo eleitoral e participe de debates por não ter informado, no prazo correto. A decisão foi tomada após ele descumprir o prazo para informar ao TSE quais perfis utiliza nas redes sociais.

"Vou correr todos os dias para mostrar que não vamos desistir. Enquanto tentarem calar nossa voz, continuaremos lutando de maneira pacífica, democrática e dentro da lei", disse ele em entrevista ao site Poder 360.

"Vou correr uma maratona por dia, 42 quilômetros, em torno do TSE, até que essa decisão que me censurou nas redes sociais seja revertida", acrescentou Grassi.

Toffoli tomou a decisão na segunda-feira, 31. O magistrado justificou que a campanha de Grassi só informou ao TSE em 28 de agosto, 17 dias após o pedido de registro de candidatura, a existência de oito perfis em redes sociais que são usados pela campanha.

De acordo com a legislação eleitoral, perfis que já existiam deveriam ser informados à Corte no momento do registro. Já os criados posteriormente precisariam ser informados ao TSE 24 horas depois da criação. Segundo Toffoli, isso não ocorreu no caso de Grassi.

É a partir dos perfis informados ao TSE que as redes sociais modificam seus algoritmos de forma que as contas não sejam recomendadas a quem não segue os candidatos - o que é proibido pelas regras eleitorais.

Toffoli tomou a mesma decisão em relação à candidatura presidencial de Renan Santos (Missão). Nesta terça-feira, contudo, o ministro reverteu a medida e liberou a campanha digital de do candidato do Missão e sua participação em debates.

Toffoli argumentou que a campanha de Renan Santos e os provedores de internet atenderam integralmente as medidas determinadas por ele anteriormente.

(Com Agência Estado)

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