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Brasil Segunda-feira, 29 de Junho de 2026, 11:15 - A | A

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2026, 11h:15 - A | A

"IRMÃO DA ARGENTINA"

Flávio Bolsonaro se reúne com Milei e diz que brasileiros sentem inveja de 'onda de direita'

Em agenda na Argentina, senador elogiou Javier Milei, criticou o governo Lula, prometeu mudanças na política externa e afirmou que o Brasil voltará a ser irmão do país vizinho

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve se encontrar nesta segunda-feira, 29, com o presidente da Argentina, Javier Milei, na residência oficial da presidência, a Quinta de Olivos. O pré-candidato ao Palácio do Planalto cumpre uma série de agendas no país vizinho.

Neste domingo, 28, Flávio discursou na abertura da Latin America Chairmen's Conference, evento da comunidade judaica global, em Buenos Aires, e teceu elogios ao mandatário argentino.

O postulante à Presidência destacou as recentes vitórias da direita na América do Sul, como no Peru e na Colômbia, e disse que os brasileiros sentem "inveja" de seus vizinhos sulamericanos.

"Nós, brasileiros, olhamos para esse mapa hoje com um pouco de inveja. Porque enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda", disse Flávio Bolsonaro.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou as medidas econômicas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o Brasil voltará ser "irmão da Argentina".

"Enquanto o presidente Milei punha ordem na casa, Lula desordenava a nossa", afirmou o senador, criticando os patamares das taxas de juros de cartões de crédito no mercado brasileiro.

"Quero terminar dizendo algo que falei na semana passada, na Marcha para Jesus: a partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca", disse.

Lula é antissemita, acusa Flávio

Em tom de pré-campanha e mirando a eleição presidencial de 2026, o senador criticou a atual condução da política externa e da segurança pública no Brasil, projetando uma guinada ideológica em caso de vitória nas urnas em outubro.

O senador repudiou o posicionamento oficial do governo brasileiro em fóruns internacionais a respeito do conflito na Faixa de Gaza: "Ali disse uma frase que quero repetir em voz alta e clara, porque falo com convicção: Lula é antissemita."

"No meu primeiro dia como presidente, vou retirar as credenciais e o embaixador do Brasil em Teerã, e restabelecer o novo embaixador de Israel em Brasília. Em 2027, o Brasil não só voltará a ter embaixador perante Israel, mas dará o passo de mover sua embaixada para a capital de Israel, Jerusalém", disse.

(Com Agência Estado)

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