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Brasil Terça-feira, 22 de Setembro de 2026, 19:30 - A | A

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2026, 19h:30 - A | A

Cury diz que estatais ineficientes poderão ser privatizadas e promete enxugar máquina pública

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira, 22, que estatais consideradas ineficientes terão de passar por um "choque de gestão" e poderão ser privatizadas caso não apresentem melhora. Durante sabatina da Veja, o candidato também defendeu revisão de cargos de indicação política e prometeu preservar servidores públicos de carreira.

"Em relação às estatais, aquelas estatais que forem ineficientes vão ter que ter um choque de gestão, se não se consertarem, elas serão privatizadas", afirmou.

O candidato também disse que os funcionários públicos concursados serão mantidos, mas defendeu treinamento e melhor estrutura para a prestação de serviços. Segundo ele, o governo também precisaria revisar os cerca de 50 mil cargos escolhidos por políticos para identificar quais seriam essenciais.

"Os funcionários públicos de carreira, eles serão preservados, porque são concursados", disse. "Nós temos 50.000 cargos que são escolhidos pelos políticos. São cargos que não são de carreira e nós temos que revisar quais deles são essenciais e quais não são."

O candidato também voltou a defender um ajuste fiscal amplo, com redução de despesas, combate à corrupção e à sonegação e auditorias nas contas públicas.

"Nós temos que ter a responsabilidade fiscal na veia, temos que enxugar a máquina, combater a corrupção, combater a sonegação, fazer auditoria, enxugar o que for possível", afirmou.

Cury também criticou o nível dos juros no País e disse que a atual taxa Selic prejudica o agronegócio, o comércio, a indústria e as famílias. Apesar disso, afirmou que o Banco Central deve permanecer independente.

"Eu não tenho dúvida que o Banco Central tem que ser independente, completamente independente, mas esses juros nessas alturas asfixiaram, de maneira dramática, o agro, o comércio, também a indústria e, claro, as famílias brasileiras", disse.

(Com Agência Estado)

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