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Brasil Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 17:30 - A | A

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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 17h:30 - A | A

CPMI do INSS vai cobrar explicação de Vorcaro sobre encontros com Toffoli

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A CPI do INSS cobrará explicações de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre encontros presenciais que ele teve com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e sobre a proximidade com o magistrado.

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), diz que exporá na apresentação que costuma fazer nas inquirições ao depoente reportagem do UOL que cita mais de dez ocasiões em que Vorcaro teria encontrado o ministro, que foi relator da investigação sobre o banco na Corte.

A reportagem diz que os encontros ocorreram entre 2023 e 2024 e indicam, segundo os investigadores, uma relação de amizade entre os dois. Esses encontros teriam ocorrido, em sua maioria, em eventos, jantares e festas em Brasília.

Vorcaro participará de sessão da CPI do INSS na próxima segunda-feira, 23. A data passou por sucessivas mudanças. A oitiva inicialmente seria feita no dia 5 de fevereiro, mas foi adiada após pedido da defesa do banqueiro.

Em nota publicada na semana passada, Toffoli disse que não tem "relação de amizade" com Vorcaro e afirmou que "jamais recebeu qualquer valor" pago pelo banqueiro, mas confirmou que é sócio e recebeu dividendos de uma empresa que fez negócios com um fundo de investimentos ligado a Vorcaro.

Também na semana passada, o Estadão mostrou que Vorcaro reclamou com um interlocutor por ter recebido cobranças para efetuar pagamentos em um resort ligado a Toffoli. Esse diálogo está presente em conversas extraídas pela Polícia Federal no celular do banqueiro.

A relação entre os dois deverá ser o principal ponto de pressão entre as inquirições dos parlamentares da oposição membros da CPI.

"Fica evidente que Toffoli faz parte do escândalo do Banco Master. Primeiro, escondeu que era sócio do Resort ligados aos fundos do Master. Segundo, disse que não conhecia bem nem era amigo de Vorcaro. Agora, temos a revelação de que ele não apenas conhecia vorcaro, mas era amigo a ponto de convidá-lo ao seu aniversário", afirma o deputado Kim Kataguiri (União-SP).

"Não é nenhum crime um ministro da Suprema Corte se encontrar com donos de banco, ser amigo de dono de banco. Não é nenhum crime. Errado foi ele não ter se declarado impedido no inquérito ou nas investigações", diz a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). "O que falta a ele isenção de ânimos só por conta disso. Ele errou."

Damares faz parte do grupo de parlamentares que pressionam para que o Senado paute pedido de impeachment de Toffoli.

O pedido tem como base três itens da Lei de Impeachment. O texto diz que é crime de responsabilidade de ministros do Supremo "proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa", "ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo" e "proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções".

Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a decisão de pautar ou não o pedido.

(Com Agência Estado)

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