A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou, por 6 votos a 4, o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O parecer sugeria o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade.
Horas antes da votação, houve mudanças na composição da CPI, o que garantiu maioria para derrotar o relatório. Vieira argumentava que os citados deveriam ter se declarado suspeitos em julgamentos relacionados ao Banco Master, alvo de investigação por suspeitas de operações financeiras irregulares.
Os ministros e a Procuradoria-Geral da República não se manifestaram oficialmente até o momento. Gilmar Mendes, porém, afirmou que CPIs não têm base legal para pedir indiciamento de ministros do STF e classificou o relatório como “proposta tacanha”.
A CPI foi instalada em novembro de 2025 para investigar omissões no combate ao crime organizado. Apesar das acusações levantadas, especialistas lembram que CPIs não possuem poder de punição, apenas de investigação. O episódio reforça a tensão entre Legislativo e Judiciário em torno da atuação de autoridades em casos de grande repercussão.
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