Ambos renunciaram aos mandatos nos últimos dias para concorrer a cadeiras no Senado nas eleições de outubro. O entendimento técnico é o de que governadores no exercício do cargo não podem ser convocados por CPIs.
Com a renúncia, viraram alvo do colegiado. Os dois requerimentos foram protocolados pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Para Vieira, o depoimento de Castro proporcionará "um panorama macro estratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado".
Vieira é crítico da gestão da segurança pública no Rio. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que o Estado é uma "demonstração muito clara do que não funciona".
O objetivo do pedido de convocação de Ibaneis Rocha é apurar, "sob a perspectiva institucional e administrativa", as circunstâncias em que se desenvolveram as relações comerciais entre o escritório de advocacia fundado por Ibaneis e as entidades investigadas pela Polícia Federal por supostos crimes de fraude e lavagem de dinheiro para o crime organizado.
Como mostrou o Estadão, o escritório de Ibaneis vendeu R$ 85,5 milhões em honorários para fundos ligados ao Banco Master e à gestora de investimentos Reag. Também recebeu R$ 25 milhões da J&F pouco depois de liberar um serviço do banco digital do conglomerado a servidores do Governo do Distrito Federal.
(Com Agência Estado)
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