O requerimento foi assinado pelos advogados Jeffrey Chiquini da Costa e Ricardo Scheiffer Fernandes em 26 de março de 2026 e encaminhado ao STF nesta segunda-feira, 30.
O documento pede encontro presencial com o senador Sérgio Moro (PL-PR), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o senador Eduardo Girão (Novo-CE). A lista inclui ainda os deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS), Gustavo Gayer (PL-GO), Nikolas Ferreira (PL-MG), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Carlos Jordy (PL-RJ), Filipe Barros (PL-PR), Bia Kicis (PL-DF), Júlia Zanatta (PL-SC), Evair de Melo (PP-ES), Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) e André Fernandes (PL-CE).
Segundo a defesa, o objetivo é viabilizar "diálogo direto e reservado" entre o réu e os parlamentares, em data a ser definida.
Na mesma segunda-feira, porém, o ministro autorizou as primeiras visitas a Martins: o deputado estadual Gil Diniz (PL) e o vereador Giuseppe Chiappetta (União Brasil), de São Gabriel (RS), poderão visitá-lo em 4 de abril; o deputado estadual Ricardo Arruda (PL-PR), em 5 de abril.
Preso desde janeiro
Filipe Martins está recolhido na Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR) desde 2 de janeiro de 2026, quando Moraes decretou sua prisão preventiva. A ordem teve como fundamento um e-mail enviado ao gabinete do ministro por Ricardo Wagner Roquetti, coronel reformado da Aeronáutica, relatando que seu perfil no LinkedIn registrou acesso de uma conta identificada como a do réu.
Martins estava proibido de usar redes sociais como medida cautelar. Ao decretar a prisão, Moraes avaliou que a conduta demonstrava "desprezo pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico."
A defesa sustentou que o último acesso verificado ocorreu em 13 de setembro de 2024, a partir de um endereço IP localizado nos Estados Unidos, o que seria compatível com a atuação de advogado constituído que estava no exterior naquele período.
Os advogados apresentaram o histórico de acessos da conta para instruir o pedido de reconsideração. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou o argumento e disse que a documentação não afasta o registro de acesso ocorrido em 28 de dezembro de 2025.
Moraes manteve a prisão em 26 de fevereiro, acompanhando a manifestação da PGR. Gonet afirmou que a conduta atribuída ao réu demonstra a ineficácia de medidas cautelares alternativas.
Martins foi condenado pela 1.ª Turma do STF a 21 anos de prisão em 16 de dezembro de 2025, por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
(Com Agência Estado)
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