Em dezembro, a Sabesp anunciou o primeiro reajuste na tarifa após a sua privatização: 6,1106%. O aumento foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
A Arsesp afirma que a mudança se refere "exclusivamente à reposição inflacionária, sem aumento real para o consumidor". Procurada, a Sabesp não quis se manifestar.
Entenda o cálculo
O reajuste acompanhou a inflação registrada pelo IBGE por meio do IPCA, que considera a variação nos preços da cesta básica de produtos e serviços da população. O cálculo leva em conta o acumulado dos 16 meses entre julho de 2024, quando a Sabesp foi privatizada, e outubro de 2025 - último dado disponível quando o levantamento foi apresentado à Arsesp.
O reajuste será anual e, nas próximas recomposições, a tarifa será atualizada com base na inflação de 12 meses.
A agência reguladora argumenta que o reajuste ficou 15% abaixo do valor que seria aplicado caso a Sabesp ainda fosse estatal. A tarifa de referência para 2026 ficou em R$ 6,76/m³.
(Com Agência Estado)
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