"Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição. O Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular", escreveu.
O ministro também associou a derrota da proposta econômica de Flávio Bolsonaro (PL) à fuga do ex-candidato presidencial para os Estados Unidos. "O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA. A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!", afirmou.
O chamado "tesouraço" foi uma das propostas discutidas pela equipe econômica de Flávio durante a campanha, com a possibilidade de reduzir entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões anuais em despesas primárias a partir de 2027.
Na quarta-feira, 28, em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, Boulos já havia defendido que o governo buscasse o equilíbrio das contas públicas sem reduzir direitos e serviços essenciais.
"Existem duas formas de você ajustar as contas. Uma delas é cortando no andar de cima em privilégios. Outra delas é cortando no lombo do trabalhador. A que foi vitoriosa nas urnas foi não cortar no lombo do trabalhador", disse.
Entre as alternativas mencionadas, o ministro defendeu cortes em emendas parlamentares e benefícios fiscais. Segundo ele, qualquer ajuste promovido pelo governo Lula deverá preservar os direitos dos trabalhadores e os serviços públicos essenciais.
(Com Agência Estado)
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