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Brasil Segunda-feira, 27 de Julho de 2026, 21:30 - A | A

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'Bancada Zambelli' terá mãe, irmão e advogado da ex-deputada como candidatos

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A corrida eleitoral de 2026 deve contar com ao menos três candidatos próximos da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP): a mãe, Rita Zambelli Salgado; o irmão, Bruno Zambelli Salgado; e Fábio Pagnozzi, advogado da ex-parlamentar foragida da Justiça brasileira na Itália.

Os nomes de Rita e Bruno Zambelli constam da ata da convenção estadual do Partido Liberal (PL) realizada no último dia 22.

O advogado e a mãe de Carla Zambelli concorrem ao cargo de deputado federal neste ano, e esta não é primeira vez que Rita Zambelli disputa uma eleição.

Em 2004, ela foi candidata a vereadora no município de Mairiporã (SP) e recebeu 62 votos - à época, cerca de 1,2% da votação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na cidade do interior paulista. Rita assumiu a vaga na câmara como suplente.

O irmão de Zambelli vai concorrer pela terceira vez a um cargo no Legislativo. Nas eleições municipais de 2020, tentou uma vaga na Câmara dos Vereadores de São Paulo (SP) pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), mas não foi eleito.

Dois anos depois, Bruno Zambelli se elegeu deputado estadual pelo PL paulista - mesma legenda de sua irmã, que recebeu mais de 946 mil votos e foi o segundo nome mais votado para o Legislativo federal em São Paulo. Guilherme Boulos (PSOL-SP) foi o primeiro em 2022.

Já o advogado criminalista Fábio Pagnozzi é estreante em eleições e vai disputar o mesmo eleitorado de Rita Zambelli. Ele concorre pelo Partido Novo de São Paulo. Pagnozzi defendeu a ex-parlamentar bolsonarista nos processos que culminaram na condenação de Carla Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Também representou a ex-deputada nos pedidos de extradição do território italiano.

As condenações de Carla Zambelli pelo Supremo

Em 2025, a bolsonarista foi condenada pelo STF a dez anos de prisão pelos crimes de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de emissão de mandado de prisão falso contra o ministro da Suprema Corte Alexandre de Moraes.

Zambelli também recebeu uma condenação de cinco anos e três meses de prisão, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O episódio aconteceu no dia do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu, com arma em punho, o jornalista Luan Araújo na região dos Jardins, na capital paulista.

Em março deste ano, a Justiça da Itália havia autorizado a extradição de Zambelli para que ela respondesse às condenações no Brasil. No entanto, a instância máxima do Judiciário italiano, decidiu em duas ocasiões pela anulação da extradição, e a ex-deputada foi solta.

Carla Zambelli aguarda por uma nova análise da Justiça italiana e deve passar por mais um julgamento sobre o caso, em Roma.

(Com Agência Estado)

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