A partir do vazamento publicado pelo site The Intercept Brasil, porém, o tema ganhou tração inédita: foram 360 mil menções em 13 de maio e 123 mil nesta quinta-feira, 14, além de 8,6 milhões de interações. Foi a maior repercussão do caso Banco Master no período analisado, superando os demais recortes monitorados tanto em volume quanto em engajamento.
Mesmo temas de forte alcance, como os relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que somaram 5,6 milhões de interações, ficaram atrás da repercussão envolvendo Flávio. Na avaliação do instituto, o áudio funcionou como principal gatilho de nacionalização e popularização do caso.
Em recortes anteriores, o ocorrido envolvendo Lula havia registrado 37,6 mil menções em 22 de abril, ao relacionar o presidente ao banqueiro a partir do aluguel de barcos durante a COP30. Já a repercussão envolvendo Ciro Nogueira, ligada a ação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) sobre supostos repasses mensais feitos pelo banqueiro ao parlamentar, alcançou 155 mil menções em 7 de maio e 62 mil no dia seguinte.
Nas redes sociais, perfis de esquerda, sobretudo ligados ao PT e ao PSOL, lideraram a repercussão do caso, tanto em volume de publicações quanto em interações. A imprensa teve participação menor na quantidade de posts, mas registrou a maior média de engajamento, indicando maior capacidade de amplificação por publicação.
À direita, a reação se concentrou em uma linha principal: a defesa de que o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, Dark Horse, foi financiado com recursos privados, sem uso de dinheiro público nem contrapartida irregular. A esquerda, por sua vez, dominou o debate com maior variedade de enquadramentos, explorando o áudio de Flávio, os valores atribuídos ao financiamento, a contradição entre versões anteriores do senador, a proximidade com Vorcaro, os possíveis impactos eleitorais e a associação do caso ao termo "BolsoMaster".
No entanto, a repercussão do áudio concentrou o principal desgaste político do episódio. O material foi mobilizado por críticos como indício de que o senador teria omitido ou minimizado, em declarações anteriores, sua relação com o banqueiro. O debate também enfatizou os valores envolvidos no financiamento do filme, a dependência financeira da produção e a possibilidade de uso político dos recursos.
Chamou a atenção as reações de setores bolsonaristas às críticas do ex-governador de Minas Gerais e também pré-candidato, Romeu Zema (Novo), a Flávio Bolsonaro acusando o governador mineiro de tentar ocupar o espaço político do pré-candidato - movimento impulsionado pelos irmãos Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
(Com Agência Estado)
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