O adolescente Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, morreu depois de ser mordido na coxa direita por um tubarão-cabeça-chata nessa quinta-feira (29/1), em uma praia de Olinda (PE). O adolescente chegou a ser socorrido por banhistas e levado para o Hospital do Tricentenário, mas morreu no trajeto.
O médico Levy Dalton, responsável pelo atendimento do adolescente, informou que Deivson perdeu muito sangue após a mordida na coxa e não resistiu. De acordo com testemunhas e vídeos compartilhados nas redes sociais, o adolescente estava brincando na água com amigos quando foi mordido pelo tubarão.
Banhistas socorreram o menino e o levaram para o hospital em um carro particular.
A Praia Del Chifre conta com quatro placas com avisos sobre tubarões e é imprópria para banho na grande parte do ano por conta dos altos índices de poluição, contaminação das águas e presença de tubarões.
ESPÉCIE IDENTIFICADA
O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) identificou a espécie que mordeu e causou a morte de Deivson Rocha Dantas, de 13 anos: um tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas). Nesta sexta-feira (30/1), um dia após o incidente na Praia del Chifre, em Olinda (PE), o instituto divulgou a análise da lesão provocada no adolescente.
O órgão aponta que o tubarão atacou o adolescente na coxa direita, visto que a lesão nesta parte do corpo apresentou 33 cm de diâmetro, indicando que o animal envolvido tinha comprimento entre 3 e 3,5 metros, características que coincidem com as do tubarão-cabeça-chata.
O Cemit destacou, ainda, que a coxa de Deivson apresentou ferimentos compatíveis a uma dentição afiada, como uma “faca”.
“A análise realizada pelos membros do Cemit identificou, ainda, duas características distintas no ferimento, sendo uma porção lisa e outra retalhada, padrão compatível com uma dentição do tipo ‘garfo/faca’. Esse tipo de dentição é característica de tubarões do gênero Carcharhinus, especialmente do tubarão-cabeça-chata”, expolicou o Comitê.
A aparição da criatura marinha é muito comum na Região Metropolitana do Recife devido aos fatores ambientais da região, como a proofundidade rasa dos mares de Recife, águas salobra, além da topografia marinha, com a presença de declives durante a maré alta, o que facilita o acesso destes tubarões.
O comitê ainda enfatiza que outras peculiaridades ambientais da área, próximo a estuário e a foz dos rios, são um atrativo para o tubarão-cabeça-chata, visto que esta espécie apresenta afinidade com “ambientes costeiros, estuarinos e de influência fluvial”.
A morte do adolescente elevou para 82 o número de incidentes registrados no litoral de Pernambuco desde 1992, quando os casos começaram a ser contabilizados pelo Cemit.
Nos últimos três anos, o Governo de Pernambuco investiu cerca de R$ 5,5 milhões em ações de educação ambiental, pesquisa e monitoramento de incidentes com tubarões na área costeira da Região Metropolitana do Recife (RMR) e no arquipélago de Fernando de Noronha.
A medida entou em vigor para entender o comportamento dos tubarões que habitam no litoral do Recife e conscientizar turistas a fim de mitigar acidentes com tubarões.
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