Artigos Sábado, 17 de Dezembro de 2011, 12:53 - A | A

Sábado, 17 de Dezembro de 2011, 12h:53 - A | A

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As rodovias federais que cortam Mato Grosso entre Cuiabá e Rondonópolis, boa parte dos finais de faixa adicional a sinalização é precarríssima ou inexistente, com locais onde já registrou mais de 15 mortos. Como nada aconteceu, mais mortes virão!

JOSÉ ANTÔNIO MEDEIROS

Arquivo

Hoje começa a operação final de ano, o governo federal anuncia em todos os órgãos de imprensa que a fiscalização será aumentada, que as pessoas deverão verificar os documentos e dar manutenção no carro antes de viajar, bem como usar cinto de segurança e ultrapassar só com segurança.

Tem sido assim desde que me entendo por gente, entretanto apesar das recomendações o cenário todos já conhecem.

Do dia 15 de dezembro em diante o couro come nas rodovias de todo o país, agora mesmo enquanto escrevo, recebo a noticia de mais um acidente na saida de Rondonópolis para Goiania e a pista ficará interditada até ao meio dia.

Será assim até janeiro, muitas familias destruidas, prejuízos financeiros astronomicos, normal para um final de ano.

Digo normal, pois já percebi que morte no transito é normal, outros tipos de mortes assustam a sociedade, surto de dengue ou outra molestia, assusta, mas no transito não, morrem 30 pessoas em um onibus na Bahia, sai no jornal hoje as pessoas olham continuam almoçando como se nada tivesse acontecido.

Normal é no trânsito.

Essa resignação se reflete nas ações do governo.

Trânsito não é prioridade em executivo nenhum, as pastas que cuidam do setor são preenchidas com qualquer “zé ruela”, cada um que ocupa o setor tenta inventar a roda, mas a verdade é que orçamento não existe nestes órgãos, nem pra comprar cartucho de tinta.

O transito tem como tripé de sustentação a engenharia, educação e fiscalização.

A engenharia tem sido objeto de preocupação pois até passado recente não tinhamos tantos acidentes provocados por erro desta área, mas, tanto no transito urbano quando nas rodovias, este setor se tornou ponto importante nas estatiscaticas de acidentes.

Nas cidades descobriram que o grande negocio são os quebra-molas, diminuem a velocidade e acabam com a grita dos moradores, que moram proximo a vias de transito com maior fluxo de veiculos.

Ocorre, que manter um quebra mola sinalizado é quase impossivel e o que era pra resolver o problema, passa a ser o problema, sem sinalização eles passam a provocar mais acidentes do que antes.

Nas rodovias a coisa é pior, além dos quebramolas, tem a fator sinalização que é precária em quase todas.

Como exemplo, as rodovias que cortam o estado de mato Grosso no trecho entre Cuiabá e Rondonópolis, boa parte dos finais de faixa adicional a sinalização é precarríssima ou inexistente, um destes locais já se tornou famoso por ter ultrapassado a casa dos 15 mortos, o que mudou na sinalização do local após estas mortes? Nada.

O que causa até certa indignação é que com poucas latas de tintas e alguns “tachões” resolveria a questão, mas não da pra entender como tanta gente morrendo em um local só, não sensibilize os responsáveis.

A PRF tem feito sua parte, tem enviado constantes documentos ao órgão responsável, bem como ao Ministério Público Federal, mas infelizmente chegamos a dezembro e como nos outros anos provavelmente a tragédia se repetirá.

Não quero ser profeta do caos, mas dificilmente quando se repete o comportamento o resultado será diferente.

Já cansado de ver este cenário todo ano, agora quando alguém me pergunta qual o melhor caminho para ir para o sul do país, aconselho o aeroporto mais próximo.

(*) JOSÉ ANTÔNIO DOS SANTOS MEDEIROS é Policial Rodoviário Federal,  2º vice presidente Diretorio estadual do PPS-MT e 1º suplente do senador Pedro Taques (PDT).

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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