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Artigos Sexta-feira, 30 de Março de 2012, 09:52 - A | A

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Sexta-feira, 30 de Março de 2012, 09h:52 - A | A

Sujou, sujou!

O célebre filósofo brasileiro Zeca Pagodinho - injustiçado pela Academia Brasileira de Letras, que ignorou o poeta do povo para homenagear um quase ex-jogador de futebol que gostaria de ser o pagodeiro - quando diante de situações de risco avisava: Sujou

GABRIEL NOVIS NEVES

Steffano Scarabottolo

O célebre filósofo brasileiro Zeca Pagodinho - injustiçado pela Academia Brasileira de Letras, que ignorou o poeta do povo para homenagear um quase ex-jogador de futebol, que gostaria de ser o pagodeiro de “Deixa a vida me levar” - quando diante de situações de risco avisava a moçada em código: “sujou, sujou”.

Este país é assim mesmo. Desvaloriza os seus poetas, escritores, jornalistas, pensadores para pegar carona na fama de quem tinha muito.

A sensação que algo não estava certo eu tive após a visita do Comitê Organizador Local (COL) nas cidades sedes (12), dos jogos da Copa do Mundo 2014.

O próprio governo federal admite rever obras “não essenciais” da Copa. O pessoal do governo entende que essencial é apenas o campo de futebol onde serão realizados os jogos.
Faltam praticamente dois anos para a Copa e, somente cinco, dos dozes estádios de futebol, têm 50% da obra pronta.

A ordem agora é trabalhar com o essencial, atalhos e adaptações.

Quando o secretário geral da FIFA nos aconselhou a dar um “chute no traseiro” dos governantes para que as obras andassem no Brasil, isso foi recebido como ofensa aos brios nacionais.

Passados menos de duas semanas, o próprio governo reconhece que as obras estão empacadas, menos os campos de futebol.

Imagino o arrependimento da gente mato-grossense vendo implodir o Verdão e, no corre-corre para mostrar serviço e ganhar votos, lançar um projeto que teve que ser refeito, para que não houvesse um desabamento posterior. A obra atrasou no seu cronograma, e, o pior, ficou mais cara.

Foi prometido na ocasião tocar a obra em três turnos, mas ficou apenas no discurso. O preço final da chamada Arena Pantanal, que com toda a certeza terá nome, até hoje ninguém sabe.

As obras do legado, até agora definidas, são o puxadinho do aeroporto, atalhos, improvisações - como feriado nos dias de jogos, meio-expediente nas repartições públicas durante dois anos de obras não essenciais e uma super dívida para o sacrifício das futuras gerações.

O governo pediu para o povo apertar o cinto.

A arrecadação do Estado caiu, as despesas aumentaram, e o legado da Copa estourou com a nossa capacidade de endividamento.

Os escândalos de efeitos tardios estão a demonstrar a quantidade de ralos existentes na administração pública.

Zeca Pagodinho tem razão:

“Sujou, sujou, sujou! Sei que os homem tão enquadrando, Sujou, sujou. Sei que o bicho tá pegando, Tá pensando que me segura? Sujou, sujou...”

(*) GABRIEL NOVIS NEVES é médico, professor fundador da UFMT e colaborador de HiperNoticias. E-mail: [email protected]

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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