Parabéns ao ilustre professor Sérgio Cintra por expor sua opinião no Hipernotícias. Em um país “livre” como o Brasil, onde em certas circunstâncias é possível manifestar uma opinião, é essencial que vozes diversas se apresentem, defendendo pontos de vista sobre figuras públicas sem medo de represálias. Essa é a beleza da liberdade de expressão. No entanto, a colocação do professor, que equipara Donald Trump ao panteão de mentirosos contumazes, sociopatas e disruptivos como Calígula, Idi Amin Dada e até Hitler, parece periclitante e injusta.
Que ousadia! Num planeta onde ditadores de verdade massacram opositores, é reconfortante saber que o maior "sociopata disruptivo" é um bilionário eleito democraticamente em uma nação próspera, para onde o mundo inteiro migra sonhando com casas, empregos e liberdade. Injusto? Periculoso? Ah, mas quem sou eu para julgar opiniões "acadêmicas".
Nobre professor Cintra, por quem nutro grande admiração, o mundo parece ter sido reduzido a uma narrativa simplista: de um lado, a “direita malvada”; do outro, a “esquerda iluminada”. Quando Donald Trump fala, o rótulo vem pronto: “mentiras”, “absurdos”, “ameaça à democracia”. Mas quando Luiz Inácio Lula da Silva solta suas pérolas, debocha, ri em entrevistas, fala coisas completamente fora da realidade, inclusive econômica e ainda coloca sigilo em gastos do governo, curiosamente, grande parte da imprensa e da militância faz silêncio ou até aplaude.
Agora, o elefante na sala: bem-estar, segurança e liberdade em segundo plano. Rússia invade Ucrânia sem piedade – 500 mil mortos até 2026 (ONU) –, mas cadê o artigo do professor sobre Putin, o tirano que envenena opositores, bombardeia civis, faz ameaças a Europa? Irã reprime mulheres e financia terror – Mahsa Amini morta em 2022, milhares executados –, mas só Trump e Israel merecem holofote? E a Nicarágua de Daniel Ortega, esse "herói sandinista" que prende bispos, fecha igrejas e exila opositores como uma ditadura tropical? Grande professor Cintra, desafio lançado: escreva sobre essas tiranias esquerdistas reais. Ou só "disruptivos de direita" entram no seu panteão?
Na verdade, se me permite divagar, o problema não é direita ou esquerda. O problema é quando a população começa a passar pano para político de estimação — porque político nenhum deveria estar acima de críticas, perguntas e cobrança. Democracia não é torcida organizada. É vigilância permanente sobre quem está no poder, independentemente da cor partidária.
Professor, que tal um artigo sobre tiranos de verdade?
(*) NAIME MÁRCIO MARTINS MORAES é Advogado e Professor Universitário.
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