Eles falam muito. Explicam tudo. Justificam cada decisão. Querem que os filhos compreendam, concordem, validem. Acreditam que estão construindo diálogo.
Na verdade, estão revelando insegurança.
Pais inseguros confundem autoridade com autoritarismo e, com medo de errar, pedem permissão para ocupar o lugar que já é deles. Negociam o que deveria ser sustentado.
Abrem exceções constantes. Mudam regras para evitar desconforto.
O problema não é conversar. É conversar sem direção.
Quando o adulto não sustenta decisões, o filho percebe. Não encontra previsibilidade.
Não sabe o que esperar. Aprende a testar, insistir, negociar. Não por desafio, mas porque o eixo não se mantém.
Essas famílias funcionam em ciclos de desgaste. Muito diálogo, pouca clareza. Muito cansaço, pouca organização.
Autoridade parental não exige longas explicações. Exige coerência. O que organiza o sistema não é o quanto se fala, mas o quanto se sustenta.
Filhos descansam quando sabem onde estão pisando. Quando percebem que há adultos capazes de conduzir, mesmo diante do desconforto. Liderar não é convencer. É sustentar.
(*) CAROLINA AMORIM é Educadora Parental e Mentora de Famílias | Especialista em Desenvolvimento Humano e escreve para HiperNotícias. Instagram: @carolinamorim .
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