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Artigos Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016, 08:36 - A | A

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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016, 08h:36 - A | A

Menopausa x saúde bucal

Até cerca de meio século atrás quando a expectativa de vida estava abaixo dos 50 anos era tabu

ERNANI CAPOROSSI

Arquivo pessoal

Ernani Caporossi

 

Recentemente, li um artigo de um colega sobre os efeitos da menopausa na saúde bucal e me interessei por este tema, cuja discussão, até cerca de meio século atrás quando a expectativa de vida estava abaixo dos 50 anos, era tabu. Hoje, felizmente, a menopausa (fim dos ciclos menstruais e ovulatórios da mulher) recebe cada vez mais a atenção dos profissionais da área de saúde, inclusive a odontologia.

 

Alguns fatores contribuíram para esta nova realidade, entre eles o surgimento, na década de 1960, da pílula anticoncepcional e do feminismo, cujas ideias valorizavam a sexualidade feminina. É nessa época que a reposição hormonal após a menopausa encontra ambiente favorável para garantir o prolongamento da saúde, especialmente a bucal, e da qualidade de vida da mulher, cujos ciclos menstrual e reprodutivo terminam, normalmente, entre 45 e 55 anos de idade. Mas, pode ocorrer tanto antes (menopausa precoce, que pode ser espontânea ou cirúrgica) quanto depois (menopausa tardia).

 

Como o organismo deixa de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, responsáveis pela gravidez, corre-se o risco de agravamento de doenças.  Além de inconvenientes, como calores ou fogachos, alterações na pele, nos cabelos, nas unhas e no humor, a maioria das mulheres apresenta perda óssea e maior risco de doenças cardiovasculares, por cauda do fluxo sanguíneo irregular.   

 

Entre as alterações possivelmente associadas à menopausa, estão  osteoporose; síndrome da boca ardente, que pode afetar língua, lábios, palato, gengivas e suporte da dentadura; alterações na mucosa, com sangramento na gengiva, que fica pálida, seca e brilhante; periodontite, que pode causar a perda de dentes e; distúrbios alimentares, que pode levar a hábitos causadores de traumas na boca, como a erosão do esmalte do dente.     

 

Na verdade, a saúde bucal da mulher tem necessidades especiais nas diversas fases de sua vida, a começar pela puberdade, com as mudanças nos níveis de hormônios, seguidas da menstruação, gravidez e menopausa. Nestes períodos, as gengivas ficam mais sensíveis à placa bacteriana, exigindo cuidados básicos e constantes, como escovar bem os dentes e usar fio dental todos os dias.

 

Por todos os seus complexos efeitos, que exigem atendimento odontológico multiprofissional, a conscientização sobre esta realidade deve ser tratada desde cedo, para minimizar seus sintomas.

 

A conduta do profissional dentista deve ter enfoque preventivo, especialmente nos cuidados essenciais de higiene e na manutenção da saúde bucal. Isto é, uso do fio dental, escovas macias, enxaguatórios específicos e, um hábito necessário, visitas regulares ao dentista para limpeza e procedimentos gerais.   

 

É bom lembrar que, embora em menor frequência, a osteoporose (e, portanto, problemas bucais) pode afetar também os homens, principalmente na andropausa. A queda na produção do hormônio masculino, a testosterona, provoca retenção insuficiente de cálcio, essencial na formação óssea.  

 

*ERNANI CAPOROSSI é especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental, MBA em Gestão em Saúde, membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), da Academia Brasileira de Osseointegração (ABROSSI) e da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral (SBRO).

 

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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